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Transpetro rompe contrato com estaleiro no RJ

Trata-se do primeiro caso de rescisão dentro do programa de expansão da frota de subsidiária da Petrobras; três navios não foram entregues

A Transpetro, subsidiária da Petrobras, rompeu o contrato de construção de navios com o estaleiro Eisa Petro-Um, que fechou as portas há 20 dias, alegando falta de dinheiro. Com isso, a empresa deixou três embarcações inacabadas, segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira. O valor do contrato dos três navios é estimado em 900 milhões de reais.

Esta é a primeira vez que a Transpetro rompe unilateralmente um contrato de seu programa de expansão da frota de petroleiros, criado em 2004. A crise estourou na última sexta-feira, quando o Eisa Petro-Um (que usa as instalações do estaleiro Mauá, em Niterói, o mais antigo do país) resolveu demitir 2.000 trabalhadores.

Com a rescisão no contrato atual, o seguro-garantia será acionado e a seguradora Ace será chamada a intervir. De acordo com Edson Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, há a possibilidade de que as obras continuem nas instalações do Mauá, mas sob outra gestão.

A Transpetro diz que já concluiu todos os pagamentos referentes ao contrato e que “não deve nada ao Eisa Petro-Um”.

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(Da redação)