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Trabalhadores fazem menos greve em 2017; 81% são por direitos descumpridos

O estudo do Dieese mostra que 54% das greves encerraram-se no mesmo dia em que foram deflagradas

Trabalhadores da iniciativa privada e pública realizaram 1.566 greves no ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse número representa uma queda de 25% em relação às paralisações deflagradas no ano de 2016.

De acordo com o balanço, a maioria das greves foi realizada por trabalhadores do setor público, que contam com a vantagem da estabilidade no emprego. Foram 814 greves no setor público, contra 746 no privado.

O estudo mostra que 54% das paralisações encerraram-se no mesmo dia em que foram deflagradas. No sentido oposto, 16% alongaram-se por mais de 10 dias.

Segundo o trabalho do Dieese, 81% das paralisações incluíam entre suas razões itens de caráter defensivo, como descumprimento de direitos. Entre as exigências mais recorrentes estiveram o pagamento de atrasados, como salários, férias, 13º ou vale-alimentação.

A piora das condições econômicas dá aos trabalhadores menos chance de fazer greve para reivindicar novos direitos. “Sem deixar de abordar aqueles direitos historicamente descumpridos, as greves passam a ocorrer, cada vez mais, no campo das reações imediatas, urgentes: contra a realização de demissões e contra o atraso no pagamento de salários”, afirma estudo do Dieese.