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Trabalhadores de Belo Monte decidem entrar em greve

SÃO PAULO, 19 Abr (Reuters) – Os operários da usina hidrelétrica Belo Monte entrarão em greve a partir de segunda-feira, depois de não aceitarem as propostas do Consórcio Construtor Belo Monte sobre baixada (recesso) e aumento do vale-refeição, informou o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintaprav).

“Já estamos em estado de greve”, declarou à Reuters o diretor do Sintrapav, Roginel Gobbo, que se disse a caminho de notificar o Consórcio Construtor sobre a decisão pela greve, o que deve ser feito 48 horas antes do real início da paralisação.

Como sábado é feriado, a greve seria oficialmente iniciada na segunda-feira.

O sindicato realizou na manhã desta quinta-feira a última assembleia, na quinta frente de obra de Belo Monte, onde, assim como nas outros canteiros, a maioria dos operários optou pela paralisação por tempo indeterminado.

Segundo o representante do sindicato, na última proposta o Consórcio Construtor Belo Monte teria sugerido manter os seis meses entre os recessos para os trabalhadores visitarem as famílias, não reduzindo o tempo de baixada, além de aumentar o vale-refeição de 95 reais para 110 reais.

Os trabalhadores pediam um aumento para até 300 reais e baixada a cada 90 dias.

“Eles falaram em manter os seis meses para a baixada, como já estava sendo, e em vez de ficar nove dias (de licença), como é hoje, ficariam 19 dias. Só que dez dias seriam uma antecipação das férias”, disse Goddo.

O Consórcio Construtor Belo Monte disse que as atividades nos canteiros da usina transcorrem normalmente nesta quinta-feira e que ainda não tinha sido notificada da greve no início da manhã desta quinta-feira.

A usina hidrelétrica Belo Monte está sendo construída no rio Xingu, em Altamira (PA), e terá cerca de 11 mil megawatts (MW) de potência instalada quando estiver concluída. A entrada em operação está prevista para 2015.

A empresa Norte Energia é responsável pela usina e tem entre os acionistas a Eletrobras, Cemig e Light, além de Neonergia, Petros, Funcef, entre outras.

(Por Anna Flávia Rochas; Edição Diogo Ferreira Gomes)