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Títulos do Tesouro americano têm maior alta dos últimos dois anos

Considerados os ativos mais seguros do mundo, papéis acumulam crescimento anual de 11,48%. A bolsa americana de tecnologia, por sua vez, caiu quase 6%

Por Luisa Purchio Atualizado em 18 jan 2022, 14h27 - Publicado em 18 jan 2022, 10h48

Na madrugada desta terça-feira, 18, os títulos do Tesouro Americano de dez anos bateram um rendimento de 1,85%, patamar alcançado pela última vez em janeiro de 2020. Durante a manhã, a alta arrefeceu um pouco, mas os juros continuam altos, em 1,816%. Esta alta pós-feriado do dia de Marthin Luther King nos Estados Unidos é uma resposta dos mercados à inflação no país e à expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve Bank.

Os indicadores recentes sobre a inflação e sobre a boa recuperação do mercado de trabalho no país estão levando os investidores a precificarem a primeira alta de juros já em março deste ano, quando o Fed encerrará o programa de compra de títulos públicos. Com isso, os ativos de tecnologia estão caindo nas bolsas e a Nasdaq acumula queda de 5,93% desde o começo do ano, enquanto o rendimento dos chamados Treasuries de dez anos já acumulam alta de 11,48%.

“A alta é um reflexo da preocupação do mercado de que o Fed será mais agressivo em seu aperto. O membro do FOMC (o comitê do Fed que define os juros) Patrick Harker disse na semana passada que o Fed poderia aumentar as taxas três ou quatro vezes este ano, acrescentando que a inflação tem sido mais persistente do que o esperado anteriormente”, diz Kenny Fisher, analista de mercado da Oanda, lembrando ainda que Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, afirmou que pode haver seis ou sete aumentos ainda este ano. “O Fed está agora em um período de ‘apagão’ sem comentários antes da reunião de política da próxima semana, por isso será interessante ver se os rendimentos continuam a se mover para o nível psicologicamente importante de 2%”, disse Fisher.

Na semana passada, dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostraram que em dezembro o índice de preços ao consumidor cresceu 0,5% e acumulou 7% nos últimos 12 meses, a maior alta dos últimos 39 anos.

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