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TIM, construtoras e frigorífico da Perdigão estão na lista de investigados da Zelotes

No alvo do esquema de corrupção em tribunal da Receita também estão a TOV Corretora e a Refrescos Bandeirantes, distribuidora da Coca-Cola

Por Da Redação - 1 abr 2015, 12h02

A companhia telefônica TIM, o frigorífico Avipal, da Perdigão, e a construtora Via Dragados estão na lista de investigados da Operação Zelotes, da Polícia Federal (PF), segundo informações publicadas nesta quarta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo. A operação investiga um esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que funciona como uma espécie de “tribunal” da Receita Federal.

A suspeita é de que as empresas pagavam ou negociavam propina para apagar ou reduzir débitos milionários com o Fisco em discussão no Carf. O grupo que operava as fraudes incluía advogados, conselheiros e ex-conselheiros do órgão. A operação está em fase de inquérito, ou seja, a relação de investigados pode aumentar ou diminuir conforme o andamento das investigações.

A Via Dragados, que atua no setor de construção pesada, tem um débito de 126 milhões de reais sob suspeita. A Avipal, do ramo frigorífico, atualmente nas mãos do grupo BRF, tem uma dívida de 272 milhões de reais.

Entre os investigados também está a construtora Leão e Leão, atual Sanen Engenharia, financiadora de campanhas eleitorais e próxima do ex-ministro Antonio Palocci (PT). Segundo o inquérito, ela tem um débito de 3,6 milhões de reais sob suspeita. Outra investigada é a Cimentos Penha, com débito de 109 milhões de reais. A empresa pertence a Victor Garcia Sandri, amigo do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que tinha a prerrogativa de indicar conselheiros do Carf.

Ainda na lista, estão a TOV Corretora, com dívida de 121.000 reais e a Refrescos Bandeirantes, distribuidora da Coca-Cola, cujo valor não foi apurado.

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Empresas – Procuradas pelo jornal, a TIM afirmou que “frequentemente” é contatada por escritórios de advocacia interessados em assessorá-la nos processo no Carf, mas que só aceita trabalhar com escritórios idôneos. A empresa refuta “veementemente o uso de práticas indevidas em seus processos juntos ao Carf”, que “não tem nenhuma informação oficial de qualquer questionamento” e que “acompanhará o desdobramento do assunto e se resguarda ao direito de tomar as medidas legais cabíveis contra condutas difamatórias”.

A BRF, que controla a Avipal, disse que “não se pronunciará a respeito de informações provenientes de fonte não oficial e lamenta ter seu nome exposto em lista de origem desconhecida”.

A Refrescos Bandeirantes, distribuidora da Coca-Cola, disse que “não foi comunicada oficialmente do caso, nem tem conhecimento sobre este assunto”. A TOV Corretora afirmou que “desconhece os fatos e qualquer investigação”, mas que, se for preciso, “estará à disposição das autoridades”.

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