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Tendência de queda para o euro deve continuar

Por Derick Almeida e Benedito Sverberi 30 abr 2010, 21h26

Tem ficado cada vez mais claro que a superação da complexa crise europeia vai requerer tempo. Os problemas são toda sorte: dificuldades de coordenação política, inexistência de políticas monetária e fiscal comuns, mercado de trabalho engessado, elevados gastos públicos etc.

Resolvê-los um a um será um desafio hercúleo. Tendo em vista a conhecida lentidão europeia na realização de reformas, os analistas dão como certo de que as boas oportunidades de viagem à Europa estarão firmes por um ou dois anos.

Há boa chance ainda de este quadro se estender pelos anos seguintes. “Mais que um problema pontual, há um movimento estrutural de desvalorização do euro”, afirma a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli.

A explicação está, para usar um termo do jargão econômico, nos ‘fundamentos’. O Brasil, bem como outros grandes países emergentes, vive uma fase excepcional. Mesmo os Estados Unidos já dão sinais de que sairão com vigor da crise que gestaram em seu mercado imobiliário.

A Europa, por sua vez, deve crescer 0,7% neste ano, conforme a Eurostat. “A tendência é de o euro perder força ante o dólar e, ainda mais, em relação ao real”, acrescenta a analista.

Um conselho aos leitores: o mercado de moedas é muito volátil e não seria de se estranhar se o euro der um salto nas próximas semanas. Tal movimento, contudo, não seria consistente, dizem os economistas.

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