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TAM prevê alta de 3% a 5% nas tarifas do 4o tri

Por Da Redação 10 nov 2011, 15h01

Mesmo com um prejuízo de 619,7 milhões de reais no terceiro trimestre, consequência da valorização do dólar sobre o real e do aumento de custos, a TAM avalia que seu resultado foi operacional foi “ótimo” e projeta no quarto trimestre um yield –indicador de preços de tarifas– superior ao visto de julho a setembro.

A companhia aérea –que reportou alta no yield de 6,6 por cento no terceiro trimestre sobre os três meses anteriores, ante sua previsão de 5% — agora espera um avanço de 3% a 5% nos últimos três meses de 2011 sobre o intervalo imediatamente anterior, segundo o presidente da empresa, Líbano Barroso.

“O resultado operacional (do terceiro trimestre) foi ótimo… O impacto financeiro foi apenas da variação cambial”, afirmou Barroso à Reuters nesta quinta-feira. De acordo com ele, se o dólar tivesse encerrado o terceiro trimestre a 1,75 real e não a 1,88 real, como ocorreu, a companhia teria registrado lucro líquido de 400 milhões de reais.

Mas a TAM também sofreu com o aumento de custos no trimestre passado contra um ano antes: os gastos com combustível, desconsiderando créditos tributários, dispararam 34%, diante de um aumento de 21% no preço médio por litro. Com isso, as despesas operacionais no último trimestre cresceram 22,5%, chegando a 2,766 bilhões de reais. O custo por passageiro por quilômetro subiu 13% em reais. Já a receita por passageiro por quilômetro percorrido avançou ligeiros 4,2%.

Barroso afirmou ainda que o crescimento no yield no trimestre passado foi resultado, principalmente, de algumas mudanças na malha doméstica da TAM, com a revisão de cerca de 35% dos voos. A companhia alterou horários de voos e conexões para obter maior eficiência.

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A geração de caixa medida pelo Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e aluguel de aeronaves) caiu 12,6% no terceiro trimestre na comparação anual, para 852,4 milhões de reais. A margem recuou para 25,7%, de 33,2% um ano antes.

A receita líquida da companhia aérea, contudo, registrou alta de 13% no trimestre contra o mesmo intervalo de 2010, chegando a 3,32 bilhões de reais. A média das estimativas de cinco analistas obtidas pela Reuters era de receita da TAM de 3,1 bilhões de reais.

Fusão com LAN – A TAM está em processo de união com a chilena LAN para formar a maior companhia aérea da América Latina. O presidente-executivo da holding TAM, Marco Antonio Bologna, manteve a previsão de que a fusão com a LAN seja concluída até o fim do primeiro trimestre de 2012, esperando que as autorizações necessárias para o negócio, como a da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), seja obtida até o fim deste ano.

Para a Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações da TAM no mercado brasileiro, a previsão também é de que isso ocorra nos três primeiros meses do próximo ano, disse Bologna. Ainda no que se refere ao próximo ano, Líbano Barroso afirmou que os investimentos para 2012 ainda não estão definidos, mas disse que a companhia receberá 13 aviões A320 da Airbus para o mercado doméstico –sendo que outros 13 serão devolvidos– e quatro aeronaves 777 da Boeing para voos internacionais.

Como o mercado doméstico de aviação costuma crescer entre 2,5 e três vezes o Produto Interno Bruto (PIB), Barroso disse que é possível que o tráfego aéreo no Brasil cresça entre 8% e 12% em 2012.

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