Superquarta em modo turbo tem PIB dos EUA e balanços
Expectativa dos investidores é que tanto Fed quanto Copom é pela manutenção das taxas
A superquarta chega em modo turbo, com uma agenda de divulgações importantes que vão muito além das decisões do Fed e do Copom sobre a taxa de juros. Não é exagero dizer que Wall Street e a Faria Lima farão hora extra.
A parte previsível do dia é justamente a que vem dos bancos centrais. Tanto o Fed quanto o BC brasileiro devem manter as taxas de juros inalteradas. O que importa para investidores são os recados. Do lado americano, a dúvida é se Jerome Powell e seus colegas abrirão a porta para o início do ciclo de corte de juros, algo que, na avaliação dos analistas, vem sendo postergado por causa da guerra comercial de Donald Trump contra o planeta.
A teoria econômica diz que tarifas de importação encarecem produtos importados, o que tende a elevar a inflação doméstica. Daí a razão para o conservadorismo do Fed em cortar juros por lá. Isso sem falar na pressão do presidente americano para um afrouxamento monetário, o que dificulta ainda mais a decisão do BC.
O fato é que, apesar de dados mais fracos da atividade econômica, o nível de emprego nos EUA não cede. E essa é uma segunda razão para manter juros altos por lá.
Ainda pela manhã, investidores vão se debruçar sobre dados atualizados nessa seara. Os EUA publicam a primeira leitura do PIB do segundo trimestre, com expectativa de crescimento de 2,4%, na leitura anualizada. Se confirmado, o resultado mostra uma recuperação importante ante a contração do primeiro trimestre. E há ainda o relatório ADP, de abertura de vagas no setor privado.
O PIB da Zona do Euro cresceu 0,1% no segundo trimestre, acima das projeções, mas uma desaceleração em comparação ao 0,6% do primeiro trimestre. Analistas atribuem o resultado às incertezas com a guerra comercial.
Os futuros das bolsas americanas têm leve alta, enquanto os principais índices europeus operam sem direção única. Já o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, é negociado perto da estabilidade.
Por aqui, investidores tampouco esperam surpresas do Copom. O dia segue sob a expectativa de alguma exceção americana às tarifas impostas sobre produtos brasileiros. Haverá ainda a divulgação do resultado do governo central referente a junho.
No noticiário corporativo, os bancos dão largada à temporada de resultados. O Santander publicou os números do segundo trimestre agora pela manhã, mostrando um lucro de R$ 3,659 bilhões no segundo trimestre, queda de 5,2% em comparação com o período de janeiro a março, mas uma alta de 9,8% em relação a igual período do ano anterior. O Bradesco divulga seus números após o fechamento da bolsa, disputando atenção com Meta e Microsoft, nos EUA.
Agenda do dia
8h: IGP-M de julho
9h15: EUA divulgam relatório ADP de criação de empregos no setor privado de julho
9h30: EUA anunciam primeira leitura do PIB do 2TRI
14h30: BC publica fluxo cambial semanal
14h30: Tesouro divulga resultado primário do governo central de junho
15h: Fed divulga decisão de política monetária; Jerome Powell concede coletiva às 15h30
A partir das 18h30: Decisão do Copom
Balanços
Antes da abertura: Santander
Após o fechamento: Bradesco, Meta, Microsoft, Qualcomm e Ford
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