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Superávit comercial é de 424 milhões de dólares em janeiro

O resultado mensal positivo ocorreu apesar dos saldos negativos registrados em três das cinco semanas do mês

Por Da Redação 1 fev 2011, 12h13

A balança comercial brasileira registrou um superávit de 424 milhões de dólares em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado ficou perto do piso do intervalo previsto pelos analistas, que esperavam superávit entre 400 milhões de dólares e 1,33 bilhão de dólares. A mediana das previsões estava em 1 bilhão de dólares.

Segundo o MDIC, no mês passado as exportações somaram 15,215 bilhões de dólares, com média diária de 724,5 milhões de dólares, enquanto as importações atingiram 14,791 bilhões de dólares, com média de 704,3 milhões de dólares por dia (veja quadro). No primeiro mês de 2010, a balança havia registrado déficit de 179 milhões de dólares. Em relação à média diária de embarques em janeiro do ano passado, houve crescimento de 28,2%. Na comparação com dezembro, houve queda de 20,3%. No caso das importações, o valor foi 22,7% superior à média registrada no primeiro mês de 2010 e 4,2% superior ao apurado em dezembro passado.

O resultado mensal positivo ocorreu apesar dos saldos negativos registrados em três das cinco semanas de janeiro. Na quarta semana do mês, a balança comercial brasileira teve déficit de 22 milhões de dólares. Entre os dias 24 e 30, as exportações totalizaram 3,632 bilhões de dólares e as importações, 3,654 bilhões de dólares. Na quinta semana de janeiro (dia 31), houve déficit de 244 milhões de dólares, com 647 milhões de dólares em vendas e 891 milhões de dólares em compras do exterior.

Movimento pontual – Para a analista de agronegócio da Tendências Consultoria, Rachel Baumel, a queda das exportações em janeiro é pontual. “É um movimento natural do primeiro mês do ano, que costuma ser fraco. Contudo, quando se compara com a média diária de janeiro do ano passado, dá para ver que houve crescimento”, afirmou. A expectativa para os próximos meses é de, tal como verificado em dezembro, forte crescimento das vendas ao exterior. “Os preços das commodities devem seguir em alta até a metade do ano e, a partir de então, nossa expectativa aponta para sustentação. Além disso, as principais safras do país são colhidas no primeiro semestre e devem ajudar a impulsionar as exportações no período”, acrescentou.

(com Agência Estado)

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