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Submarino inicia a venda de roupas, calçados e acessórios

Site venderá marcas como Richards, Reserva, Polo Ralph Lauren, Levis, Timberland e Coca-Cola Clothing

Por Da Redação 10 jul 2013, 13h11

A B2W Digital, controlada da Americanas que administra os sites Americanas.com, Submarino, Shoptime e Ingresso.com, iniciou à meia-noite desta quarta-feira a venda de vestuário, calçados e acessórios on-line. Segundo o diretor Comercial da companhia, Thiago Barreira, a operação de moda dentro do Submarino já nasce com 100 marcas e 50 mil itens. “É a melhor e maior plataforma para atender a demanda deste segmento”, disse.

O Submarino.com conta com marcas como Richards, Reserva, Polo Ralph Lauren, Levis, Timberland, Coca-Cola Clothing, entre outras. De acordo com o executivo, algumas marcas podem ser encontradas no conceito store-in-store (loja dentro da loja) e contam com um espaço personalizado no site do Submarino, por meio do qual podem engajar seu público em uma experiência com produtos, vídeos, campanhas publicitárias e outros conteúdos relevantes.

A operação de moda da B2W Digital também inova, segundo o executivo, ao lançar uma espécie de provador virtual. Trata-se de uma tecnologia de recomendação de tamanhos, a partir de dados como idade, altura, peso, sexo e manequim.

Barreira afirma que o Submarino foi escolhido por ser a plataforma de tendência e inovação da B2W Digital, que conta com público equilibrado, embora o consumidores da classe AB ainda se destaquem. “A plataforma tem um relacionamento muito estreito com os clientes que já estavam pedindo esses itens”, revelou, lembrando que a venda de moda on-line é uma demanda crescente.

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De acordo com a consultoria e-bit, a categoria “Moda e Acessórios” foi a segunda mais procurada pelos consumidores em 2012, respondendo por 12,2% do faturamento total, atrás apenas de “Eletrodomésticos” (12,4%). Em terceiro lugar ficou “Saúde, beleza e medicamentos”, com 12%, seguido de “Informática” (9,1%) e “Casa e Decoração” (7,9%). No ano passado, o e-commerce brasileiro faturou 22,5 bilhões de reais, uma alta nominal de 20% em relação a 2011.

No geral, os profissionais do setor acreditam que a expansão do acesso das mulheres vai elevar o interesse das empresas no segmento de moda, que vem crescendo exponencialmente ano a ano conforme os dados da e-bit. Pedro Guasti, executivo do BuscaPé e diretor-geral da e-bit, avalia que o interesse em nichos específicos dentro do e-commerce vem aumentando em função da elevação do acesso dos brasileiros à internet. “Não restringimos nosso mix de produtos no público feminino apenas. A ideia é oferecer grande quantidade de itens para homens e crianças também. O mix bastante diferenciado apesar desse mercado sem concentrado no público feminino”, afirma o diretor da B2W.

Barreira evitou falar sobre concorrência ou projetar números, mas evidenciou que a companhia pretende se tornar líder também no segmento de moda. Porém, analistas acreditam que o impacto positivo da entrada de calçado e vestuário deve vir de duas fontes: maior margem bruta (aproximadamente 40% versus cerca de 20% de eletrônicos) e aumento de vendas, dado que vestuário e calçados representam 12% das vendas brasileiras no e-commerce.

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(Com Estadão Conteúdo)

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