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S&P rebaixa nota de crédito de Petrobras e Eletrobras

As duas companhias tiveram suas avaliações de crédito reduzidas a BBB-, a menor nota possível dentre o grupo de empresas consideradas como "grau de investimento".

Por Da Redação 24 mar 2014, 23h52

Duas das maiores empresas brasileiras, as estatais Petrobras e Eletrobras, começaram a semana de forma dramática. Na esteira do rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poor’s (S&P), as duas companhias tiveram suas avaliações de crédito reduzidas a BBB-, a menor nota possível dentre o grupo de empresas consideradas como “grau de investimento”.

O selo de “grau de investimento” garante às empresas e aos países acesso a dinheiro de grandes investidores institucionais do exterior, como fundos de pensão e fundos soberanos. Caso Petrobras e Eletrobras sejam novamente rebaixadas, os gestores desses fundos estarão proibidos, por estatuto, de aplicar seu dinheiro nas companhias.

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Além dos recentes problemas envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e as acusações de lavagem de dinheiro relacionadas à holandesa SBM Offshore, a estatal de petróleo e gás vem sofrendo um lento processo de desgaste econômico e financeiro, iniciado no fim de 2011. O consumo de combustíveis aumentou fortemente no País, ao mesmo tempo em que o governo manteve o preço da gasolina praticamente congelado, exigindo da Petrobras mais gastos com a importação de combustíveis, e reduzindo suas receitas.

Limites – A companhia também sofreu com uma inédita queda na produção em 2013, por conta da redução da produtividade de campos mais antigos, e por paradas técnicas em refinarias. A inflação pressionada praticamente impossibilita um novo reajuste da gasolina neste ano, o que suavizaria os problemas de caixa da empresa. A intervenção direta do governo também tem sido apontada pelo mercado como a principal razão de fracasso econômico da Eletrobras.

A empresa sofreu um baque imediatamente após a edição do pacote, em setembro de 2012, que resultou na redução da conta de luz. Dilma antecipou a renovação das concessões de geração e transmissão que venceriam entre 2015 e 2017, e o governo forçou a adesão da Eletrobras ao jogo, à revelia dos acionistas minoritários. A estatal viu seu valor de mercado cair drasticamente, e desde então tem reduzido seus investimentos e “sobrevivido” às custas das indenizações pagas pelo governo.

A Eletrobras deseja vender as seis distribuidoras de energia que detêm, como antecipou o ‘Estado’ em fevereiro, como forma de fazer caixa.

(Com Estadão Conteúdo)

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