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Siderurgia e Vale pesam e Bovespa fecha na mínima do dia

Por Claudia Violante

São Paulo – O mercado acionário doméstico teve um pregão instável e com giro minguante. O Ibovespa teve várias reprises de alta e baixa até firmar-se no vermelho, à tarde, mesmo período em que o ritmo diminuiu, baixando a previsão para o dia do volume financeiro. Siderúrgicas e Vale recuaram, pressionando o principal índice à vista, que terminou na contramão do exterior.

O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,28%, aos 55.299,76 pontos, na mínima do dia. Na máxima, atingiu 56.364 pontos (+0,62%). No mês, acumula perda de 5,21% e, no ano, de 20,21%. O setor siderúrgico ainda sofreu com o noticiário envolvendo a entrada da Ternium no bloco de controle da Usiminas, o que também acabou pesando sobre as ações da Vale. Vale ON terminou em baixa de 1,41% e PNA, de 1,65%. Usiminas ON caiu 5,26%, PNA, -6,33%, CSN ON, -4,06%, Gerdau PN, -4,07%, e Metalúrgica Gerdau PN, -3,71%

A Bovespa acabou se distanciando dos mercados externos, que subiram à espera do resultado do encontro dos ministros de finanças da zona do euro (Eurogrupo). Uma medida aguardada pelo mercado é sobre a reforma da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), o fundo de resgate da zona do euro. Uma fonte disse que a linha será alavancada de 2 a 3 vezes, o que deve elevar sua capacidade atual a até 1,3 trilhão de euros. Uma outra fonte confirmou que no encontro de hoje ficou acertada a liberação da próxima parcela de auxílio financeiro, de 8 bilhões de euros, à Grécia.

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta. Nos EUA, as bolsas em Wall Street também avançavam, ainda influenciadas pelo aumento na confiança dos consumidores norte-americanos. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro avançou 1,61%, a US$ 99,79 o barril. Petrobras ON recuou 0,89% e a PN perdeu 0,42%.