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Shell e demais estrangeiras devem usar recursos do exterior para pagar Libra

Com 20% de participação no consórcio vencedor do leilão, a empresa anglo-holandesa deve desembolsar R$ 3 bilhões referentes ao bônus de assinatura de contrato no próximo dia 27

A Shell avalia usar recursos do exterior e do caixa no Brasil para pagar sua parte do bônus de assinatura de Libra, disse nesta quinta-feira o diretor de Relações com o Governo e Assuntos Regulatórios da Shell Brasil, Flávio Ofugi Rodrigues.

Segundo o executivo, a empresa anglo-holandesa possui caixa no Brasil a partir de atividades de exploração e produção de petróleo, além de distribuição de combustíveis, mas pode ser necessário que uma parcela dos recursos seja obtida fora do país. A Shell inicialmente considerava pagar sua parte exclusivamente com recursos da empresa no Brasil.

O bônus, no valor total de 15 bilhões de reais, deverá ser pago pelo consórcio vencedor da licitação, formado por Petrobras, a francesa Total, a anglo-holandesa Shell e as chinesas CNPC e CNOOC no final deste mês. Com 20% do bloco, a Shell deverá desembolsar 3 bilhões de reais para bancar o valor do bônus.

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O consórcio vencedor de Libra precisou de mais prazo para pagar o bônus de assinatura porque as estatais chinesas que compõem o grupo ainda estavam se instalando no país, disse o executivo, ao participar de evento do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

Contudo, o diretor da Shell confirmou que o trâmite de instalação já foi concluído e o consórcio está se organizando para realizar o pagamento na nova data, dia 27 de novembro.

Os recursos que a Petrobras deve aportar, que totalizam 6 bilhões de reais, deverão sair de seu caixa no país, enquanto as empresas chinesas deverão trazer de fora o dinheiro, disse o executivo, ao ser indagado sobre o assunto.

A petroleira francesa Total trará recursos de fora do país para pagar sua parcela no bônus do leilão de Libra, afirmou o diretor-geral da empresa no Brasil, Denis Besset.

(com agência Reuters)