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Serviços avançam 1,1% em julho puxados por atendimento presencial

Setor está 3,9% acima do nível pré pandemia; dos cinco grupos pesquisados, apenas serviços às famílias e atividades administrativas cresceram no mês

Por Larissa Quintino Atualizado em 14 set 2021, 14h06 - Publicado em 14 set 2021, 09h31

O volume de serviços cresceu 1,1% na passagem de junho para julho, quarta taxa positiva seguida, acumulando no período ganho de 5,8%, 3,9% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020 e com alta de 2,9% em 12 meses. Mesmo com o avanço, o setor ainda está 7,7% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de serviços é o maior do PIB e o que mais sofreu em 2020, com o choque principalmente nas atividades presenciais. Logo, a recuperação dessas atividades puxa o resultado da economia e é importante especialmente em um período que a indústria e o agronegócio apresentam mais dificuldades, como falta de componentes e problemas de estiagem. O resultado de julho dos serviços foi baseado justamente em atividades prioritariamente presenciais, que precisam de circulação de pessoas. Porém, apenas dois dos cinco grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE avançaram no período, o que sinaliza fôlego um pouco mais lento na recuperação.

Os serviços prestados às famílias, que engloba bares, restaurantes e hotéis subiu 3,8% e acumulam ganho de 38,4% entre abril e julho. Já os Serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6%, com crescimento de 4,3% nos últimos três meses.  “Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, explica o analista da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Nos serviços prestados às famílias, destaque para o desempenho dos segmentos de hotéis, restaurantes, serviços de buffet e parques temáticos, que costumam crescer em julho devido às férias escolares. Já nos serviços profissionais, administrativos e complementares, destaque para as atividades jurídicas, serviços de engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos.

As atividades de  informação e comunicação, serviços técnico-profissionais e outros serviços recuaram -0,4%, -0,2% e -0,5% respectivamente. 

Vacinação

O resultado de julho vem muito baseado em atividades de prestação de serviços presenciais, porém o IBGE afirma que são as atividades não presenciais que vêm sustentando a recuperação do setor de serviços desde a fase mais aguda da pandemia, entre março e maio do ano passado. De junho do ano passado a julho deste ano, o setor soma 13 taxas positivas, com exceção da taxa de março passado, que teve variação negativa devido ao fechamento de atividades consideradas não essenciais por conta da segunda onda do novo coronavírus. “Com o avanço da vacinação e a maior flexibilização das atividades econômicas, os serviços de caráter presencial seguem avançando, mas ainda num ritmo inferior ao de fevereiro de 2020”, detalha Rodrigo Lobo.

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