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Senado deve votar aumento do teto da dívida na terça-feira

Câmara dos Representantes já realizou votação prévia nesta tarde

Por Da Redação - 1 Aug 2011, 19h24

O Senado americano deverá votar o plano de corte de gastos e aumento do teto da dívida nesta terça-feira. A informação, segundo a rede CNBC, foi dada pelo senador democrata Mitch McConnell nesta tarde. Já a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (equivalente à Câmara dos Deputados) deverá votar na noite desta segunda-feira. A Câmara realizou há algumas horas uma votação prévia sobre o plano proposto na noite de domingo pelo presidente Barack Obama. O resultado – 249 votos a favor e 178 contra – é uma espécie de teste para a votação final.

Dia 2 de agosto é o último dia do prazo dado pelo Departamento do Tesouro norte-americano para que o teto de endividamento dos EUA seja elevado. Sob os termos do acordo, o limite seria ampliado em pelo menos 2,1 trilhões de dólares – o suficiente para suprir a necessidade de financiamento do governo até 2012.

Cortes – O acordo revelado no domingo e que causou transtorno nos mercados nesta segunda-feira permitirá realizar cortes de gastos de 2,5 trilhões em duas etapas. Uma fonte do governo americano afirmou que os cortes serão no setor militar e em outros programas, com pelo menos 350 bilhões em cortes no orçamento de Defesa nos próximos 10 anos.

Ao apresentar os termos do acordo, o alto funcionário disse que Obama e os líderes do Congresso estabeleceram “quase” 1 trilhão de dólares em cortes a serem aprovados imediatamente para os próximos 10 anos. Uma comissão integrada igualmente por republicanos e democratas terá depois a tarefa de recomendar cortes de mais 1,5 trilhão para 23 de novembro, e o Congresso deverá aprová-los para 23 de dezembro.

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Se o Congresso não votar para essa data, cortes pelo mesmo valor entrarão em vigor automaticamente em 2013, divididos igualmente entre Defesa e não-Defesa. A fonte da Casa Branca disse que a Segurança Social e o Medicare, programa de saúde para os idosos, não serão afetados pelos cortes automáticos.

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Tema em foco: A crise da dívida americana

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