Clique e assine a partir de 9,90/mês

Senado aprova orçamento e Obama cobra resposta de republicanos

O partido Republicano, sobretudo sua ala mais conservadora, o Tea Party, quer atrelar ao texto medidas de cortes de gastos e redução do teto da dívida que, por sua vez, não são aprovadas pelos Democratas

Por Da Redação - 27 Sep 2013, 18h22

O Senado dos Estados Unidos, controlado pelo partido Democrata, aprovou nesta sexta-feira, por 54 votos contra 44, um projeto de orçamento para financiar o estado americano até 15 de novembro. O texto deverá ser encaminhado à Câmara dos Representantes às vésperas do esgotamento dos recursos para que o governo consiga pagar suas contas.

O projeto prevê fundos à reforma da saúde desenhada pelo presidente Barack Obama, o Obamacare, que não é aprovada pelos republicanos, que são maioria na Câmara. O partido Republicano, sobretudo sua ala mais conservadora, o Tea Party, quer atrelar ao texto medidas de cortes de gastos e redução do teto da dívida que, por sua vez, não são aprovadas pelos Democratas. Tal impasse poderá fazer com que o governo americano fique, de fato, sem recursos.

Leia também:

PIB dos EUA cresce 2,5% no 2º trimestre, diz dado final

Continua após a publicidade

Em discurso na tarde desta sexta-feira, o presidente Barack Obama foi enfático ao criticar os deputados republicanos que defendem a paralisação do governo devido à falta de recursos. “Vejo que muito do que está acontecendo agora serve apenas para chamar a atenção, mas isso tem efeito real sobre pessoas reais”, disse Obama.

“Nos próximos três dias, deputados republicanos terão de decidir se vão juntar-se ao Senado para manter o governo funcionando ou paralisá-lo porque não conseguem o que querem em uma questão que não tem nada a ver com o déficit”, disse o presidente, em pronunciamento na Casa Branca.

Obama tentou apelar para a questão militar, que costuma ser defendida pelos republicanos, como forma de tentar convencê-los a votar a favor do orçamento temporário. “Se o orçamento não for aprovado, milhões de pessoas serão prejudicadas, inclusive os militares que estão servindo o país aqui em situações de conflito”, afirmou o presidente. Aos republicanos ele ainda disse: “Eu os peço que você pensem em quem vão prejudicar”.

Sobre o aumento do teto da dívida, o presidente disse que, se isso não acontecer, o país corre o risco de voltar a uma recessão e que os impactos serão sentidos em outros países. Obama reiterou que a economia norte-americana é uma das bases do mercado global. “Os americanos trabalharam muito nos últimos anos para sair da crise para, agora, alguns republicanos extremistas do Congresso causarem outra crise”.

Continua após a publicidade

Obama disse que está disposto a negociar com republicanos e que isso faz parte do processo democrático, mas que as negociações não devem acontecer sob a ameaça de parar o país.

EUA podem parar – Diversos setores do governo americano precisam de financiamento anual para continuar operando. Por essa razão, a cada ano, o Congresso deve votar um projeto de orçamento estabelecendo prioridades e o valor de financiamento a ser liberado. Contudo, com o Senado e a Câmara dos Representantes dominados por partidos opostos, um impasse tem se tornado constante na hora de definir o orçamento. Mecanismos foram criados para permitir, de forma automática, que o orçamento para financiar tais setores fosse ampliado ao longo do ano. Contudo, o último mecanismo possível termina em 30 de setembro. Assim, se democratas e republicanos não chegarem a um acordo, não haverá recursos para financiar o governo até o final de 2013.

(Com Reuters)

Publicidade