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Sarkozy: Política não será ditada por agências

Pressionado após a corte da nota do país pela S&P, Sarkozy afirma que irá reduzir custo trabalhista

Por Da Redação - 19 jan 2012, 10h47

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que sua política não será ditada por agências de classificação de risco. A declaração foi feita menos de uma semana depois de o país perder o rating AAA pela Standard & Poor’s. “Não é o que as agências dizem que conta, elas não fazem política”, disse Sarkozy, acrescentando que a chave é reduzir os déficits e os gastos. A agência Fitch também afirmou que poderá rebaixar a nota do país em sua próxima avaliação. Caso isso ocorra, a agência automaticamente cortará o triplo A do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Pressionado, Sarkozy prometeu tomar decisões importantes em dez dias para impulsionar a competitividade da economia francesa e afirmou que a França precisa urgentemente reduzir o custo trabalhista para manter uma base industrial no país. “A prioridade das prioridades é reduzir o custo trabalhista”, disse.

O presidente afirmou também que o governo vai criar um banco especializado em financiar indústrias e reiterou sua promessa de que a França implementará sozinha um imposto sobre transações fiscais na crença de que outros sigam a decisão.

(Com Agência Estado)

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