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Santa Sé congela bens de clérigo preso por fraude no Banco Vaticano

Nunzio Scarano foi preso pela polícia italiana sob suspeita de ter servido de laranja para transferências duvidosas realizadas por meio da instituição

A Justiça do Vaticano congelou os depósitos do monsenhor Nunzio Scarano, preso em 28 de junho pela polícia italiana, sob suspeita de ter servido de laranja para transferências duvidosas procedentes de Mônaco e realizadas por meio do Banco do Vaticano IOR (Instituto para Obras Religiosas), anunciou nesta sexta-feira a Santa Sé.

A medida foi adotada em meio a investigações realizadas pelas autoridades judiciais do Vaticano – e poderá ser estendida a outras pessoas, informou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

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Scarano, ex-chefe da contabilidade da APSA, a agência que administra o patrimônio do Vaticano, escondia “o beneficiário real da operação e obstaculizava o rastreamento dessas somas de dinheiro”, segundo a polícia. Scarano também teria usado contas bancárias do IOR para realizar transferências para contas de amigos, principalmente para repatriar da Suíça 20 milhões de euros de uma fraude fiscal para uma família de armadores napolitanos.

O monsenhor foi preso em uma paróquia da periferia de Roma e levado para uma prisão da capital italiana. Também foram presos na investigação Giovanni Maria Zito, ex-agente dos serviços secretos internos italianos (AISI), que já tinha sido destituído há alguns meses de seu cargo, e Giovanni Carinzo, um intermediário financeiro. Depois da prisão, o diretor-geral do Instituto para as Obras de Religião, Paolo Cipriani, e o vice-diretor da instituição, Massimo Tulli, renunciaram.

(Com Agência France-Presse)