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Como são os processos de seleção para trainee

Em empresas como Cremer, Saint-Gobain, Itaú, Raízen e Ambev, a seleção é composta por etapas presenciais e online

Os processos de seleção dos programas de trainee são compostos por várias etapas. A que mais costuma assustar os candidatos são as rodadas de entrevista com os principais executivos da empresa. Ficar frente a frente com o alto comando das companhias exige tranquilidade de jovens que mal saíram da faculdade e sabem que estão competindo com milhares de pessoas por uma vaga.

Sem abrir mão das etapas convencionais, as empresas começam a trazer inovações para seus processos seletivos, como jogos on-line e gravação de vídeos.

Na Cremer, além de encarar os testes online, o candidato também passa por um jogo online que avalia como ele constrói o pensamento e toma decisões. Também é possível conversar com outros candidatos e pesquisar informações em outras páginas na internet durante o jogo.

Mais tradicional, o processo da Saint-Gobain é composto por testes online de inglês e raciocínio lógico após a inscrição. Em seguida, os selecionados participam de uma dinâmica de grupo e de painel de entrevistas com os líderes da empresa. “Para as etapas presenciais, é interessante que o candidato pesquise sobre a empresa, tanto o que vem fazendo no Brasil quanto no mundo, entenda como sua bagagem pode fazer a diferença em nossa equipe e seja confiante”, afirmou a diretora de Recursos Humanos e Comunicação Corporativa da Saint-Gobain para o Brasil, Argentina e Chile, Adriana Rillo.

Todo o processo de seleção do trainee do Itaú pode ser feito pela internet, com exceção da entrevista com executivos e gestores. “O mundo está indo por esse caminho. Os candidatos, muitas vezes, cresceram nesse ambiente, o que torna a experiência muito melhor para ele enquanto podemos conhecê-lo de forma muito mais natural”, afirmou o superintendente de atração, seleção e escola de negócios do Itaú Unibanco, Marcelo Redoschi Carvalho. .

O processo do Itaú é composto por um desafio online, em que o candidato pesquisa um tema de transformação digital, grava um vídeo e encaminha para avaliação. Na fase seguinte, ele precisa analisar e solucionar o problema que proposto em um case.

“Não avaliamos necessariamente se ele acertou ou errou, mas como foi estruturado o pensamento. A dica é considerar todas as informações e procurar uma forma lógica e coerente para o problema. Às vezes não tem nem certo e nem errado, há mais de uma alternativa correta”, afirmou Carvalho.

A seleção da Raízen é composta por etapas digitais e presenciais. Três são digitais: inscrição, testes online e, dependendo da localidade, há uma dinâmica em grupo online ou vídeo. Os aprovados participam de uma entrevista presencial com gestor.

Caso o candidato não more em São Paulo, cidade onde acontecem as fases presenciais, a empresa pode avaliar a possibilidade de arcar com os custos do deslocamento na entrevista com o vice-presidente. “Não será por isso que vamos perder o candidato”, ressalta a gerente de atração e seleção da Raízen, Alessandra Orlando.

A gerente de recrutamento e seleção da Ambev, Priscila Waléria, diz que o painel com executivos da empresa é a etapa mais difícil do processo de seleção. “É um jogo de raciocínio lógico, avaliamos como o candidato toma decisões com pouca informação ou a falta dela. Muito mais que erros e acertos, avaliamos o comportamento de liderança. Temos moderadores e damos oportunidade para que todos falem a partir de perguntas direcionadas”.