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Sadia anuncia patrocínio à CBF em ano de Copa do Mundo

Meta da CBF seria de alcançar 250 milhões de reais em patrocínios neste ano, usando a seleção comandada por Carlo Ancelotti como atrativo

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2026, 16h23 •
  • A Sadia, marca de alimentos da gigante MBRF, anunciou nesta quarta-feira 11 que patrocinará as seleções brasileiras de futebol até 2030. Ela também será a fornecedora oficial de proteínas para os jogadores. Com isso, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já conta com nove patrocinadores neste ano de Copa do Mundo. Além da Sadia, a CBF conta também com Nike, Ambev, Vivo, Itaú, Ifood, Volkswagen, Uber e Cimed. O valor do contrato com a marca de alimentos não foi divulgado, mas o mercado publicitário estima que alcance um total de 400 milhões de reais até 2030, envolvendo tanto a equipe masculina quanto a feminina.

    Com os patrocínios assegurados, os especialistas estimam que a receita publicitária da CBF já alcance os 170 milhões de reais neste ano, mas a meta interna da entidade seria chegar a 250 milhões de reais, impulsionada pela Copa e pela contratação de Carlo Ancelotti para comandar a seleção masculina. Para tanto, a confederação ainda buscaria dois patrocinadores fixos neste ano.

    A chegada da Sadia confirma uma mudança de percepção das marcas em relação à entidade, cuja imagem sofreu constantes abalos desde 2021, quando seu então presidente, Rogério Caboclo, foi afastado após denúncias de assédio moral e sexual. A CBF passou então a ser comandada interinamente por Ednaldo Rodrigues, cuja gestão foi marcada por duros embates entre aliados e adversários. A briga desembocou no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal, com acusações de que Ednaldo teria falsificado a assinatura de um dos vice-presidentes em um documento da entidade.

    O conflito se arrastou até maio do ano passado, quando Ednaldo foi afastado pelo desembargador Gabriel Zefiro, da justiça fluminense, atendendo ao pedido de Fernando Sarney, um dos vice-presidentes da confederação. Seu lugar foi ocupado por Samir Xaud. A briga afastou os anunciantes. Apenas no ano passado, a CBF perdeu o apoio da Gol, Mastercard, Pague Menos e TCL.

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