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Renan recua e exclui de pacote anticrise proposta sobre fim do Mercosul

Mudança foi feita após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, que defendeu que o fim do acordo não seria vantajoso para o Brasil

A lista de propostas anticrise apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sofreu mais uma modificação. O peemedebista retirou do documento a ideia de acabar com o Mercosul. Na nova versão do texto, fala apenas em “expandir a possibilidade de firmar acordos bilaterais e multilaterais”.

A mudança foi divulgada depois de Renan se encontrar com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Ao final da reunião, Monteiro afirmou que o fim do bloco não seria vantajoso para o país. “Eu tenho dito que o Mercosul é uma construção institucional que foi feita ao longo de 20 anos, e que tem uma importância estratégica para o país. Agora, aperfeiçoamentos no Mercosul podem e devem ser introduzidos, e o debate é livre e deve ser exercitado”, afirmou.

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Renan tem dito que a agenda, que agora conta com 43 itens, é “aberta” a novas sugestões, sejam de parlamentares ou de membros do governo. Na versão ampliada que divulgou nesta quarta-feira, o peemedebista já havia retirado do documento a ideia de cobrar por procedimentos do SUS. A medida foi bastante criticada por diversos setores e considerada um ponto “inegociável” pelo PT.

Na próxima segunda-feira, Renan deve apresentar um cronograma para a votação do pacote batizado por ele de “Agenda Brasil”. O primeiro item da lista é o projeto que acaba com o plano de desoneração da folha de pagamento. A ideia é concluir a apreciação da matéria para poder virar a página do ajuste fiscal e começar a discutir temas, como a reforma do ICMS, que possam ajudar o país a sair da crise.

(Com Estadão Conteúdo)