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Receita de serviços tem pior resultado da série histórica em agosto

Setor avançou apenas 4,5% no mês na comparação com o mesmo mês de 2013, menor percentual desde janeiro de 2002

O que é?

A Pesquisa Mensal de Serviços é o primeiro indicador conjuntural mensal sobre o setor de serviços no país. Abrange as atividades não financeiras formais, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).

O setor de serviços brasileiro registrou um crescimento nominal de 4,5% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2013, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor resultado desde o início da série histórica, iniciada em janeiro de 2002. Em julho, o indicador havia avançado 4,6; em junho, 5,8% e, em maio, 6,6%. No ano, a taxa de crescimento acumula alta de 6,7% e em 12 meses, de 7,4% – também os menores índices da série histórica.

A principal contribuição para a desaceleração no resultado de julho foi provocada pelo segmento de serviços de informação e comunicação, com avanço de 1,7%, contra 2,1% em julho e 5,7% em junho. O segundo maior impacto foi causado por transportes, serviços auxiliares de transportes e correio, que apresentou variação positiva de 3,2% ante 4,6% em julho e 4,7% em junho. Os serviços prestados às famílias registraram crescimento de 9%.

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Das 27 unidades da federação, 23 registraram alta na comparação com agosto de 2013. Os destaques foram: Distrito Federal (13,2%), Acre (11,2%) e Tocantins e Rondônia (ambos com 8,2%). Na outra ponta, as maiores variações nominais negativas foram em Amapá (3,9%), Piauí (2,0), Mato Grosso do Sul (1,2%) e Espírito Santo (0,6%).