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Real se aproxima de bom nível para indústria, crê Abinee

Por Daniela Amorim, Mariana Durão e Vinicius Neder

Rio – O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, elogiou a alta do dólar e as ações do governo Dilma para frear a apreciação do real e recuperar a competitividade da indústria nacional. Barbato defendeu a política industrial do atual governo e fez duras críticas ao governo Lula.

“Essa política de fazer com que a moeda não fosse enxugada como se enxuga gelo era fundamental. Temos mais é que aplaudir que o real está começando a ficar em um nível mais aceitável frente ao dólar, viabilizando muito mais a produção do que apenas o consumo”, disse Barbato, que participou nesta segunda-feira de um fórum nacional, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a taxa de câmbio ideal para a indústria ficaria entre R$ 2,10 e R$ 2,20. Barbato não acredita que a mudança no patamar do dólar e o recuo na taxa básica de juros possam pressionar a inflação no curto prazo, já que os preços internacionais estão caindo.

Embora considere ser cedo para avaliar os efeitos do câmbio na balança comercial, ele afirmou que a indústria estará mais competitiva para concorrer com importados que “chegavam ao mercado de forma indiscriminada”.

Barbato também fez elogios à política industrial do programa Brasil Maior, lançado no ano passado pelo governo Dilma, e disse que o governo está tentando reverter o quadro de falta de competitividade e fazendo um acompanhamento setorial, ao contrário da gestão anterior.

“O governo Lula deixou a moeda se valorizar de uma forma absurda durante oito anos. Os planos de política industrial eram meramente formais. Não saíam do papel”, afirmou, dizendo que a política da era Lula não trouxe qualquer efeito positivo para o setor.