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Queda de receita das aéreas pode superar R$ 1 trilhão no ano

Situação é crítica e companhias precisam da ajuda dos governos, caso contrário, o setor pode entrar em colapso, diz associação internacional

Por Diego Gimenes - 24 mar 2020, 14h09

Em comunicado à imprensa na manhã desta terça-feira, 24, a IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) divulgou que as receitas das companhias aéreas podem cair 252 bilhões de dólares (1,277 trilhão de reais) em 2020, o que significa uma queda de 44% em relação ao ano passado. Em 5 de março, a estimativa de perda era de 113 bilhões de dólares (573 bilhões de reais). O cenário se agravou com o avanço do novo coronavírus (Covid-19), que obrigou alguns países a restringir o número de voos em seus territórios.

A associação diz que a recuperação do setor deve ser lenta e que a demanda de viagens no fim do ano será enfraquecida pelos impactos da recessão global. O cenário se agrava ao passo que a Iata afirma que a crise atingirá os empregos e a confiança do setor. Estimativas apontam que o número de passageiros também sofrerá drástica redução, na ordem de 38%. Por fim, a previsão de queda na capacidade da indústria neste segundo trimestre será de 65%, segundo estudos da IATA.

Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA, pediu por socorro e disse que sem a ajuda dos governos, as companhias podem fechar as portas. “O setor aéreo enfrenta sua crise mais grave. Dentro de algumas semanas, nosso pior cenário anterior parece melhor do que nossas estimativas mais recentes. Mas, sem medidas imediatas de alívio do governo, não restará uma empresa em pé. As companhias aéreas precisam de 200 bilhões de dólares em suporte de liquidez imediata. Alguns governos já deram um passo à frente, mas muitos mais precisam seguir o exemplo”.

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