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Produtos alimentícios na indústria estão mais baratos, diz IBGE

Preços caíram 5,26% em março, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP)

Por Da Redação 26 abr 2013, 10h37

Os preços dos produtos alimentícios na indústria de transformação acumulam queda de 5,26% em 2013, segundo dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo de 1,25% nesses preços em março foi o terceiro consecutivo. Em fevereiro, a redução nos preços foi de 2,58%, após queda de 1,52% em janeiro.

O resultado de março foi bastante influenciado pelos derivados de soja e açúcar. Os derivados de soja ficaram mais baratos devido à entrada da safra do grão. Quanto ao açúcar, o preço do refinado subiu, enquanto o do cristal registrou queda.

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“Ainda estamos na safra, mas os preços estão mais nivelados. Tivemos um aumento (no preço) do leite, mas ainda tivemos queda boa na parte de soja. O açúcar ainda está nivelado”, citou Manuel Campos Souza Neto, técnico do IPP na Coordenação de Indústria do IBGE, ponderando que o ritmo de queda nos preços dos alimentos diminuiu em março. Em 12 meses, ainda há uma alta acumulada de 8,78% nos produtos alimentícios.

Indicador – O IPP registrou ligeira alta de 0,03% em março, ante queda de 0,35% em fevereiro (dado revisado ante leitura original de -0,33%). Até o mês passado o IPP acumula queda de 0,42% no ano, enquanto registra alta de 6,64% nos últimos 12 meses.

Na passagem de fevereiro para março, 13 das 23 atividades da indústria de transformação pesquisadas apresentaram aumento de preço. As maiores influências para a ligeira alta de 0,03% do indicador no período vieram das atividades de refino de petróleo e produtos de álcool, com contribuição de 0,11 ponto porcentual; metalurgia, com 0,08 ponto porcentual; e outros produtos químicos, com 0,05 ponto porcentual.

Na direção oposta, evitou um aumento maior o impacto negativo do setor de alimentos, com contribuição de -0,24 ponto porcentual. No IPP de março, a atividade de alimentos registrou deflação de 1,25%. Já os maiores aumentos de preços foram verificados em madeira (1,61%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (1,35%) e metalurgia (1,09%).

(Com Estadão Conteúdo)

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