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Produção da indústria reage em abril e sobe 8,4% ante 2012

Em relação a março, avanço é de 1,8% e mostra tendência de aceleração

A produção industrial acelerou 8,4% em abril ante o mesmo período de 2012 e avançou 1,8% frente a março, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira. Na relação anual, esta foi a maior alta desde agosto de 2010, quando o indicador subira 8,6%.

Com isso, a produção da indústria, um dos setores que tem mais afetado negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos últimos trimestres, acumulou alta de 1,6% do primeiro quadrimestre do ano, revertendo a queda de 1,1% assinalada nos quatro últimos meses do ano passado. Em março, o indicador havia caído 3,3% em relação ao mesmo mês de 2012, mas subido 0,7% ante fevereiro. Em fevereiro, por sua vez, havia apresentado a maior queda mensal desde dezembro de 2008, quando estourou a crise mundial.

Ainda de acordo com o IBGE, em 12 meses, contudo, o índice ainda mostra contração, de 1,1%. Mesmo assim, o dado negativo de abril de 2013 é menor do que o visto nos meses anteriores neste tipo de comparação: janeiro (-2,0%), fevereiro (-1,9%) e março (-2,0%). Vale ressaltar que abril teve dois dias úteis (22) a mais do que o mesmo mês de 2012.

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Destaques – Na comparação de abril com março, 17 dos 27 ramos de atividade tiveram alta, sendo as principais influências positivas de veículos automotores (8,2%), máquinas e equipamentos (7,9%) e alimentos (4,8%). No campo negativo, o destaque vai para bebidas (-5,9%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-6,5%), que reverteram as taxas positivas do mês anterior: 1,5% e 0,6%, respectivamente.

Já na relação com abril de 2012, 23 das 27 atividades e 63,4% dos produtos pesquisados apontaram expansão na produção, de acordo com o IBGE. O maior peso positivo veio do ramo de veículos automotores (23,9%), com crescimento de produção de aproximadamente 80% dos produtos avaliados. Outras contribuições relevantes vieram de máquinas e equipamentos (18,1%), refino de petróleo e produção de álcool (11,7%), alimentos (7,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (18,9%) e borracha e plástico (13,3%). Entre as atividades que reduziram a produção, destacam-se indústrias extrativas (-8,3%), edição, impressão e reprodução de gravações (-5,8%) e metalurgia básica (-2,1%).