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Procon-SP notifica Apple e Google sobre segurança de dados do FaceApp

Fundação também intimou o próprio aplicativo a prestar esclarecimentos sobre a finalidade da coleta de dados dos consumidores

Por André Romani 18 jul 2019, 19h53 | Atualizado em 3 jul 2026, 13h42
Procon-SP notifica Apple e Google sobre segurança de dados do FaceApp Priorizar nos meus resultados Google

O Procon-SP notificou nesta quinta-feira, 18, a Apple e o Google, a prestar explicações sobre o aplicativo FaceApp, que virou febre nas redes sociais por envelhecer o rosto dos usuários e criar imagens super-realistas utilizando filtros. O aplicativo é russo e também foi notificado. Já as empresas são proprietárias das lojas virtuais que o disponibilizam.

Segundo o Procon, as empresas deverão esclarecer com qual finalidade o aplicativo coleta dados dos consumidores. Isso porque, de acordo com a fundação, a licença para uso do aplicativo contém cláusula que autoriza a empresa a coletar e compartilhar imagens e dados do consumidor, sem explicar de que forma, por quanto tempo e como serão usados.

O Procon classifica a cláusula que permite que os dados sejam compartilhados é “genérica e não explica de qual forma e por quanto tempo os dados e as imagens coletadas serão usados”, comunicou.

Além disso, entre os pontos a ser esclarecidos, o Procon cita políticas de coleta, armazenamento e uso dos dados dos consumidores que utilizam o aplicativo.

 

Criado em 2017, o aplicativo deixou de ser usado por problemas de funcionalidade, mas voltou a viralizar nos últimos dias, após celebridades compartilharem suas fotos em versão idosa. As dúvidas sobre segurança de dados, no entanto, surgiu com as revelações do termos de uso do aplicativo, que o usuário aceita quando usa o serviço.

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Nele, o usuário é informado de que os dados podem ser compartilhados com terceiros. “Podemos também compartilhar certas informações, como cookies, com parceiros de publicidade. Essa informação permitiria redes de anunciantes, entre outras coisas, a entregar anúncios direcionados que elas creditam que seriam de interesse”, afirmam os termos do aplicativo.

No documento de política de privacidade, o aplicativo afirma que opera junto a terceiros. “Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e tendências de uso do serviço. Essas ferramentas coletam as informações enviadas ao seu dispositivo ou ao nosso serviço, incluindo as páginas de web que você visita, add-ons e outras informações que nos auxiliam a melhorar o serviço”, diz o documento de política de privacidade da empresa.

Na quarta-feira, a startup russa Wireless Labs divulgou um comunicado à imprensa sobre a questão da privacidade. Segundo a companhia, as fotos usadas pelo aplicativo ficam armazenadas por até 48 horas em seus servidores. Segundo a empresa, é uma forma de melhorar o serviço.

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A empresa afirma ainda que só carrega no sistema a foto selecionada pelo usuário, e não todas que estão em sua galeria. No comunicado, a companhia diz ainda que quando o usuário não faz login, suas fotos não são cruzadas com outras informações que o façam ser identificado e que esse é o caso de 99% das pessoas que usam o aplicativo. A startup, no entanto, não fala o que acontece com as informações dos usuários que optam por fazer o login.

Procuradas por VEJA, Apple e Google informaram que não vão comentar o caso. Já o FaceApp comunicou que “a tecnologia de inteligência artificial utilizada em seus filtros requer cálculos avançados em um servidor, o que torna impossível editar a figura em um smartphone”.

Segundo a empresa, as imagens não editadas pelos filtros não são enviadas ao servidor e permanecem apenas no aparelho. “Não temos acesso aos dados adicionais, como e-mail, Apple ID, Icloud ou contas do Google”, informou o aplicativo. Além disso, segundo o FaceApp , “todas as imagens são automaticamente deletadas após 48 horas da edição”, acrescentou, em nota a empresa

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