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Infraero: Privatizações trarão prejuízo por mais de 15 anos

Chefe da estatal avalia, em ofício ao ministério dos Transportes, que venda de terminais lucrativos pretendida pelo governo deixará a empresa no vermelho

Por Da redação - Atualizado em 25 ago 2017, 11h04 - Publicado em 25 ago 2017, 11h00

A privatização de terminais aeroportuários lucrativos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai gerar gastos extras de mais de 3 bilhões de reais para manutenção do custeio da estatal e manterá a empresa no vermelho por mais de 15 anos, segundo avaliação do presidente da empresa.

O déficit anual previsto pela Infraero é de cerca de 400 milhões de reais anuais. A informação consta em ofício encaminhado pelo presidente da empresa, Antônio Claret de Oliveira, ao ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa.

Na quarta-feira, o governo anunciou a intenção fazer 57 privatizações. No pacote, além de portos e empresas estatais, estão 18 aeroportos, entre eles os de Congonhas e do Recife, que são lucrativos.

No primeiro semestre, o terminal de Congonhas teve 137 milhões de reaisde lucro e circularam pelo aeroporto 10,4 milhões de passageiros, segundo a Infraero. “Caso o governo decida pela concessão dos três blocos de aeroportos, conforme vem sendo veiculado pela imprensa, esta Empresa se tornará dependente de recursos para a manutenção do seu custeio”, diz a nota.

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O documento diz que, entre os 17 aeroportos superavitários da empresa, somente os terminais de Curitiba, Recife, Congonhas e Santos Dumont contribuem com mais de 78% dos resultados.

Procurado, o Ministério do Transporte não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.

(Com Estadão Conteúdo)

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