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Reforma da Previdência: Temer descarta recuo após liberar mudança

Presidente disse que é preciso "aprender" que ceder ao Congresso Nacional não é recuar

Por Da redação - Atualizado em 6 abr 2017, 20h06 - Publicado em 6 abr 2017, 17h37

O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira que a decisão de autorizar a flexibilização do texto da reforma da Previdência não pode ser considerada um recuo. “Autorizei Arthur Maia a fazer as negociações que fossem necessárias e ao final nós anunciaremos, junto com o Congresso, o que for ajustado. Vai levar alguns dias, mas já está autorizado”, disse.

Ao ser indagado sobre o recuo do governo no texto, o presidente disse que era preciso “aprender” que ceder ao Congresso Nacional não é recuar. “Prestar obediência ao que o Congresso Nacional sugere – o Congresso que é o centro das aspirações populares – não pode ser considerado um recuo. Nós estamos trabalhando conjuntamente”, afirmou.

Hoje, após reunião com Temer, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur  Maia (PPS-BA), havia informado que o presidente autorizou modificações na proposta em relação a cinco temas: regra de transição, aposentadoria rural, Benefício de Prestação Continuada, pensões e aposentadorias especiais de professores e policiais.

Questionado se as mudanças não podem comprometer o projeto, Temer ponderou que essas flexibilizações ainda serão avaliadas para garantir que a reforma alcance o equilíbrio fiscal almejado. “Vamos avaliar as mudanças para ver se têm alguma repercussão de natureza fiscal. Aparentemente não. Mas são estudos que precisamos fazer”, disse.

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Temer destacou que os pontos flexibilizados atenderam aos pedidos considerados pertinentes. “Eu recebi muitas observações e nos sensibilizamos por isso”, declarou.

(Com Estadão Conteúdo)

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