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Prévia da inflação sobe 0,41% em junho, com pressão de alimentos e luz

IPCA-15 acumula alta de 4,80% em 12 meses e segue acima da meta perseguida pelo Banco Central

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jun 2026, 09h28 | Atualizado em 25 jun 2026, 11h41
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia oficial da inflação, subiu 0,41% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 25. O resultado representa uma desaceleração em relação a maio, quando o indicador havia avançado 0,62%.

O índice acumula alta de 3,45% no primeiro semestre e de 4,80% nos últimos 12 meses, acima dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.

O resultado também veio levemente abaixo das expectativas do mercado. Analistas consultados pelo Broadcast projetavam alta de 0,44% para o IPCA-15 de junho.

Entre os nove grupos pesquisados, alimentação e bebidas teve o maior impacto sobre o índice, com alta de 0,74% e contribuição de 0,16 ponto percentual. Em seguida aparece habitação, que avançou 0,72% e respondeu por 0,11 ponto percentual. Juntos, os dois grupos representaram cerca de dois terços da inflação do mês.

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No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio desacelerou de 1,73% em maio para 0,87% em junho. As maiores altas foram registradas na batata-inglesa (29,42%), no tomate (17,27%), no feijão-carioca (14,29%) e na cebola (9,54%). Já o café moído caiu 3,69% e as frutas recuaram 0,96%.

Ainda assim, alguns alimentos seguem acumulando fortes altas ao longo do ano. No primeiro semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço.

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No grupo habitação, a inflação desacelerou de 1,03% para 0,72%, mas continuou pressionada pela energia elétrica residencial, que subiu 2,04% e teve o maior impacto individual sobre o índice, com contribuição de 0,08 ponto percentual. O resultado reflete tanto a vigência da bandeira tarifária amarela quanto reajustes nas tarifas de distribuidoras em Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador.

O grupo saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,47%, influenciado principalmente pelos artigos de higiene pessoal, que avançaram 1,03%, e pelos planos de saúde, cujo reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) continuou sendo incorporado aos preços.

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Já o grupo transportes recuou 0,03%, ajudando a conter a inflação do mês. A queda foi puxada principalmente pelos combustíveis, que ficaram 1,22% mais baratos. O etanol recuou 5,30%, a gasolina caiu 0,73% e o óleo diesel teve baixa de 1,47%. Na direção oposta, as passagens aéreas subiram 7,24%.

Regionalmente, Brasília registrou a maior inflação do país, com alta de 0,93%, pressionada principalmente pelos aumentos das passagens aéreas e da gasolina. Os menores resultados foram observados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, todas com avanço de 0,28%, influenciadas, entre outros fatores, pela queda de itens como hospedagem, gasolina e café moído.

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