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Presidente catalão critica divisão de metas de déficit

Segundo o nacionalista Artur Mas, o governo espanhol erra ao exigir cortes em gastos com saúde, educação e serviços sociais

Por Da Redação 3 out 2012, 12h14

O presidente do governo autônomo catalão, o nacionalista Artur Mas, criticou a divisão das metas de déficit entre Madri e as regiões espanholas e afirmou que isso “coloca em risco a coesão social”. Segundo ele, a divisão feita na Espanha dos déficits públicos é “injusta e desleal”. Dos 4,5% de déficit previsto para 2013, 3,8% corresponde ao governo central e apenas 0,7% das regiões, que administram áreas como a educação, saúde e serviços sociais.

“A Espanha decidiu que o principal esforço deve ser aplicado sobre saúde, educação e serviços sociais, e isso é um erro e uma deslealdade, que, além de tudo, coloca em risco as linhas básicas da coesão social”, afirmou. O presidente catalão defendeu que, dado que as comunidades autônomas representam em torno de 35% do gasto social do país, deveriam ter um terço do objetivo de déficit.

Nesta terça-feira, os 17 presidentes regionais reuniram-se em Madri com o chefe do executivo central, Mariano Rajoy, e todos se comprometeram com o cumprimento das metas de déficit do país, mas decidiram revisar a divisão dos esforços a partir de 2014.

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O presidente catalão assegurou que nem ele, nem ninguém, expressou o desejo de independência da Catalunha durante a reunião, cujo objetivo era “dar uma imagem de responsabilidade e seriedade para a União Europeia e os mercados”.

Mas considerou “inevitável” um resgate para a economia da Espanha. “É melhor planejar sem muita demora e procrastinação”, afirmou. Mas reconheceu que cabe ao governo Rajoy “decidir quando e se faz ou não”. O pedido de ajuda a Europa “depende não só do que a Espanha diga, mas também do que dizem os outros países europeus”, disse. “Eu não sei se há essa garantia por parte dos países da União Europeia”, acrescentou.

(Com Agence France Presse)

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