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Preços mundiais dos alimentos têm maior alta desde 1990

Recorde foi batido em fevereiro, afirma ONU. Cresce temor de revoltas sociais

Por Da Redação - 3 mar 2011, 08h03

Os preços mundiais dos alimentos atingiram em fevereiro o maior nível da série histórica – iniciada em 1990 -, informou nesta quinta-feira a agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O Índice de Preços de Alimentos da FAO chegou, no mês passado, a marca de 236 pontos, uma alta de 2,2% ante janeiro. O resultado de fevereiro representa o oitavo mês consecutivo de recorde na alta dos preços dos alimentos. O número supera, inclusive, a pontuação registrada em junho de 2008, 213,6 pontos. Naquele ano, o mundo enfrentava a chamada crise alimentar – foi registrada uma alta média de 57% nos preços dos alimentos entre 2007 e 2008.

O indicador é um termômetro da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de commodities agrícolas. Ele é acompanhado de perto por analistas e investidores. O índice da FAO mede as mudanças mensais de preços para uma cesta de alimentos composta por cereais, oleaginosas (castanhas, avelãs, amêndoas), laticínios, carne e açúcar.

Com exceção do açúcar, todos os produtos registraram alta em fevereiro, especialmente os laticínios e os cereais. A alta dos preços dos alimentos, iniciada em meados de 2010, provoca o temor de uma explosão das “revoltas da fome”, como as registradas em 2008 em vários países africanos, no Haiti e nas Filipinas, depois que as cotações dos cereais atingiram níveis históricos.

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Condições climáticas adversas – ou muito secas ou excessivamente úmidas – afetaram os principais produtores e exportadores de alimentos ao redor do mundo, incluindo Rússia, Ucrânia, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Paquistão, Argentina e países do Sudeste Asiático.

(Com agência France-Presse)

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