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Por que a ministra da Agricultura trocou a viagem à Rússia pelo Irã

Encontro de Bolsonaro com Putin tratará de agronegócio; recém-infectada com Covid-19, Tereza Cristina não conseguiu cumprir as exigências da 'bolha' russa

Por Victor Irajá, Luisa Purchio Atualizado em 16 fev 2022, 09h54 - Publicado em 16 fev 2022, 08h44

Com uma agenda voltada, segundo o discurso oficial, a tratar do agronegócio, a viagem do presidente Jair Bolsonaro à Rússia não conta com uma representante de peso. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, não embarcou para a visita ao presidente Vladimir Putin. Infectada pelo coronavírus, a chefe da Agricultura teve o primeiro teste negativo apenas na segunda-feira, 14 — o que, graças ao protocolo russo contra a Covid-19, tornaria impossível o ingresso de Tereza no país. O Kremlin exige uma bateria de testes contra a doença, o que inviabilizaria a viagem da ministra.

Sem Covid, Tereza embarcou para o Irã, onde se encontrará com o ministro da Agricultura iraniano, Seyed Javad Sadati Nejadi, e com representantes empresariais. Ela também tem agendas previstas com o presidente da Comissão de Agricultura do parlamento iraniano, deputado Muhammad Askari, além de encontros com a Câmara de Comércio Brasil-Irã e com o fórum empresarial entre os dois países. Tereza também deve visitar a petroquímica de Shiraz, importante produtora de ureia, e a Câmara de Comércio de Shiraz.

O Irã está entre os principais produtores de amônia, depois do Paquistão, da Arábia Saudita, dos Estados Unidos, Índia, Rússia e China. A Amonia é a base da ureia, um adubo nitrogenado importante para o agronegócio brasileiro. Até novembro de 2021, o produto do Irã mais importado pelo Brasil foi “Adubos ou Fertilizantes Químicos”. Em 2020, o Brasil exportou 1,9 bilhão de dólares para o Irã em produtos agrícolas.

O temor de que o presidente russo se infecte pela Covid-19 provocou cenas minimamente curiosas durante a passagem de outros chefes de Estado pelo Kremlin. Na visita do presidente francês, Emmanuel Macron, Putin colocou seu convidado do outro lado de uma longuíssima mesa — Macron se recusou a fazer testes para entrar no país, com o temor de que os russos armazenassem seu material genético.

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