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Por que a inflação próxima de 3% nos Estados Unidos é um problema

problema para os investidores é que a inflação parece ter se consolidado relativamente distante do alvo de 2% perseguido pelo Fed

Por Tássia Kastner
15 jan 2025, 08h19 • Atualizado em 15 jan 2025, 10h34
  • A inflação oficial dos Estados Unidos fechou 2024 a 2,9%, em linha com a estimativa do mercado financeiro. O indicador mostra uma aceleração em relação aos doze meses até novembro, o CPI estava em 2,7%. O núcleo do CPI subiu para 3,2%, ligeiramente acima da projeção de 3,3%.

    Mais preocupante do que a leve subida do final do ano, o problema para os investidores é que a inflação parece ter se consolidado na faixa de 3%, relativamente distante do alvo de 2% ao ano perseguido pelo Fed. Vale aqui o disclaimer de que o Fed (o banco central americano) não usa como referência o CPI, e sim o PCE, uma outra medida de inflação, divulgada sempre no final do mês.

    Ainda assim, os dois indicadores andam de mãos dadas. E podem apontar para a manutenção das taxas de juros em patamares mais elevados nos EUA, o instrumento que o Fed tem para fazer com que os preços caminhem para a meta desejada.

    Nesta semana, investidores celebraram que os preços no atacado subiram menos que o esperado em dezembro (3,3% ante apostas de 3,5%). De qualquer forma, ainda na faixa de 3%.

    Para além da inflação, a quarta-feira será marcada pelo começo da temporada de balanços nos Estados Unidos, com divulgação dos resultados de 2024 de bancos e empresas do setor financeiro, como a BlackRock.

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    No Brasil, investidores acompanham a pesquisa mensal de serviços e o resultado primário do governo central, ambos dados referentes a novembro.

    O dia começa com viés positivo nos mercados financeiros. Os futuros americanos têm alta moderada, acompanhados pelas bolsas europeias. O EWZ, o fundo que representa ações brasileiras em Wall Street, segue a tendência de valorização.

    Agenda do dia

    9h: IBGE publica volume de serviços em novembro 
    9h30: Lula reúne-se com Haddad e outros ministros para definir vetos à tributária
    10h30: EUA divulgam CPI de dezembro 
    11h20: Thomas Barkin (Fed de Richmond) participa de evento
    12h: Neel Kashkari (Fed de Minneapolis) discursa
    13h: John Williams (Fed de NY) participa de evento
    14h: Austan Goolsbee (Fed de Chicago) discursa em fórum
    14h30: Tesouro publica resultado primário do governo central de novembro 
    14h30: BC anuncia fluxo cambial semanal 
    16h: Livro Bege do Fed   
    Opep divulga relatório mensal de petróleo

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    Balanços

    Antes da abertura: BlackRock, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan, Wells Fargo

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