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Plataforma da Petrobras pega fogo em teste em Cingapura

FPSO Cidade de Itajaí terá de voltar ao estaleiro Jurong; a unidade havia sido apresentada pela estatal como uma das saídas para atingir metas de produção

Uma das duas plataformas que a Petrobras planejou colocar em operação nos próximos meses para garantir a meta de produção neste ano pegou fogo durante teste de mar em Cingapura e voltará ao estaleiro Jurong. A FPSO Cidade de Itajaí, com capacidade para 80 mil barris por dia, é do consórcio Odebrecht Óleo e Gás/TK, que posteriormente afretará a plataforma flutuante à estatal petrolífera para o projeto da área de Baúna e Piracicaba. O início da operação aconteceria em outubro. Ainda não há previsão sobre possível atraso de cronograma.

Segundo a Odebrecht Óleo e Gás (OOG), o fogo, registrado nesta quinta-feira, foi controlado e não houve vítimas ou impacto ambiental. “O consórcio OOG TK FPSOs confirma a ocorrência do incêndio a bordo do FPSO Cidade de Itajaí, durante os testes de mar em Cingapura”, disse a empresa, em nota.

“As autoridades competentes já foram notificadas e estão trabalhando em conjunto com o consórcio, assim como com o estaleiro Jurong (onde a unidade se encontra em fase final de construção) para as devidas sindicâncias e investigações sobre as causas do incidente, em acordo com os procedimentos padrões adotados pelas empresas”.

O Cidade de Itajaí foi apresentado no começo de agosto pela Petrobras como uma das duas plataformas que iriam garantir as metas de produção da companhia. A segunda plataforma é o Cidade de Anchieta (100 mil barris por dia) para o projeto de desenvolvimento do pré-sal do campo de Baleia Azul.

A companhia anunciou nesta semana uma queda de produção em julho de 1,1% em relação ao mês anterior, dificultando o cumprimento da meta anual de produção. A Petrobras foi contactada, mas delegou os comentários à OOG, proprietária da embarcação.

(com Agência Estado)