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Placa do Mercosul trava a saída de documentação de veículos

Segundo Fenabrave, queda foi de 3,2% em relação a janeiro de 2019; cerca de 9 mil carros vendidos em SP não entraram na conta por problemas no emplacamento

Por Da Redação - 4 fev 2020, 15h55

Os registros de emplacamento de veículos novos em janeiro recuaram nas comparações anuais e mensal, informou nesta terça-feira a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a entidade, o recuo foi de 3,16% em relação ao mesmo mês do ano passado, com 193.464 unidades de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. A federação aponta que os dados foram afetados por problemas no processo de emplacamento no Estado de São Paulo. Desde 31 de janeiro, está valendo para todo o país a obrigatoriedade da nova placa padrão Mercosul.

Segundo a entidade, problemas na emissão de documentos dos veículos novos em São Paulo fizeram com que cerca de 9 mil veículos vendidos no mês passado deixassem de ser registrados no total emplacado no mês no país, contribuindo para uma queda no balanço nacional de licenciamento.  “Não fosse esse problema em São Paulo, os licenciamentos teriam alta de mais de 1% sobre o ano passado”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr.

Segundo ele, o problema da placa Mercosul, que já foi adotada em vários outros Estados do país, ajudou numa queda de 18,5% nas vendas de veículos novos no Estado de São Paulo no mês passado, para cerca de 51.500. “O impacto maior foi na última semana de janeiro”, quando, historicamente, há mais licenciamentos.

Na comparação com dezembro, as vendas de veículos do país recuaram 26,3% em janeiro, efeito atribuído pela Fenabrave também à forte base de comparação. “Vamos ter um ano de 2020 bastante superior ao de 2019. A disponibilidade de crédito está suficiente para abastecer o mercado, a taxa de juros está extremamente baixa e a inadimplência também”, disse Assumpção Jr. “O que vende carro é juro baixo, o que vende caminhão é PIB e o que vende moto é emprego”, acrescentou.

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Neste sentido, em janeiro, quando todos os segmentos de veículos registraram quedas nas vendas ante dezembro, o segmento de motocicletas teve o menor percentual negativo, de 2,6%. Na comparação com janeiro de 2019, o segmento até conseguiu uma alta, de 1,1%, enquanto o de carros recuou 5,6%.

As placas do Mercosul são obrigatórias para novos veículos. Carros com dano na identificação ou que passaram por furto ou roubo de placa também precisam fazer a troca. Para os veículos já em circulação, a troca da placa é opcional.

Crédito

O presidente da Fenabrave afirmou que a cada 10 pedidos de financiamento de compra de automóvel novo, sete estão sendo aceitos pelos bancos, um sinal positivo ante uma situação de três anos atrás, em que apenas três eram aprovados. Em motocicletas, a situação evoluiu de duas para quatro fichas a cada 10 pedidos de crédito. As concessionárias de veículos, que terminaram 2019 com 328 mil funcionários, estimam para este ano crescimento de 9% nas vendas de carros e comerciais leves, para 2,9 milhões de unidades. Para caminhões, a expectativa é de expansão de 24%, para 101,7 mil unidades. A projeção para motocicletas é de avanço de 9%, para 1,08 milhão.

(Com Reuters)

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