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Pix começa a aposentar o débito automático no Brasil

Tributos, serviços públicos e planos de saúde têm prazo até janeiro de 2027

Por Equipe Faria Lima News 17 ago 2026, 10h38 | Atualizado em 18 ago 2026, 11h30
Pix começa a aposentar o débito automático no Brasil Priorize VEJA no Google

O tradicional débito automático começou a perder espaço no sistema financeiro brasileiro. Desde janeiro de 2026, o Pix Automático passou a ser obrigatório em determinadas operações de débito interbancário nas quais o destinatário final dos recursos é uma empresa ou entidade não autorizada a funcionar pelo Banco Central.

A mudança decorre de regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central. Na prática, o modelo baseado em convênios entre empresas e diferentes bancos começa a ser substituído pela infraestrutura do Pix. As instituições tiveram até 1º de janeiro de 2026 para adequar contratos e autorizações de débito às novas regras. Tributos, serviços públicos e planos de saúde têm prazo até janeiro de 2027.

Para o consumidor, porém, a mudança não significa uma transferência automática das cobranças. O débito automático e o Pix Automático funcionam de forma independente. Para que uma cobrança recorrente seja realizada pelo Pix, o cliente precisa autorizar a operação no aplicativo de sua instituição financeira. Depois disso, os pagamentos seguintes podem ocorrer automaticamente, de acordo com as condições autorizadas.

O débito em conta não desaparece por completo, especialmente quando as contas debitada e creditada estão na mesma instituição. Ainda assim, a regulamentação coloca o Pix no centro do mercado de pagamentos recorrentes e reduz progressivamente o espaço do débito automático interbancário tradicional.

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