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PIB varia 0,4% no segundo trimestre, aponta IBGE

IBGE divulgou nesta terça-feira, 2, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do ano

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 set 2025, 09h04 • Atualizado em 2 set 2025, 09h33
  • O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou alta de 0,4% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. A variação da economia brasileira no período foi sustentada pelo crescimento de 0,6% nos Serviços e de 0,5% na Indústria, enquanto a Agropecuária recuou 0,1%. O resultado indica a perda de força esperada pelos especialistas e vem levemente acima de projeções de bancos como o Bradesco e o Itaú. Bradesco projetava avanço de 0,3% em relação ao trimestre anterior e o Itaú, 0,2%.

    A divulgação de hoje traz boas e más notícias. O lado positivo dos resultados divulgados nesta terça  é que o PIB segue crescendo, apoiado por serviços, agro e indústria extrativa, com melhora no setor externo e taxas de poupança/investimento mais altas. O lado negativo é a perda de ritmo, o recuo dos investimentos e a fragilidade de setores-chave da indústria, o que  levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento adiante.

    No período, o PIB somou R$ 3,2 trilhões, sendo R$ 2,7 trilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 431,7 bilhões em impostos sobre produtos líquidos de subsídios. A taxa de investimento foi de 16,8% do PIB, ligeiramente acima dos 16,6% observados em igual trimestre de 2024. A taxa de poupança também ficou em 16,8%, contra 16,2% um ano antes.

    Produção e demanda interna

    Na Indústria, o destaque foi a expansão de 5,4% nas Indústrias Extrativas. Em contrapartida, houve retração em Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos (-2,7%), nas Indústrias de Transformação (-0,5%) e na Construção (-0,2%).

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    Entre os Serviços, puxaram a alta as atividades financeiras (2,1%), informação e comunicação (1,2%) e transporte (1,0%). O comércio ficou estável e a administração pública recuou 0,4%.

    Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias cresceu 0,5%, enquanto o Consumo do Governo caiu 0,6%. A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) recuou 2,2%. No setor externo, as exportações avançaram 0,7% e as importações recuaram 2,9%.

    Comparação anual

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    Na comparação com o segundo trimestre de 2024, o PIB cresceu 2,2%. O desempenho foi impulsionado pela Agropecuária, que avançou 10,1% com forte safra de grãos como milho (19,9%), soja (14,2%) e arroz (17,7%). A Indústria subiu 1,1% e os Serviços, 2,0%.

    O acumulado em quatro trimestres terminou junho com alta de 3,2% frente ao mesmo período anterior. No primeiro semestre, a economia cresceu 2,5% sobre igual período de 2024

     

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