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PIB do Japão cresce 2,6% no 2º trimestre

Resultado ficou abaixo do esperado, de 3,6%. Mercado aguarda definição sobre aumento ou não de impostos para controlar a dívida pública

Por Da Redação 12 ago 2013, 09h54

A economia do Japão registrou um crescimento mais fraco do que o esperado no segundo trimestre de 2013, em meio às incertezas sobre a disposição do governo japonês em estabelecer o aumento do imposto sobre as vendas para fortalecer seu plano fiscal.

O Produto Interno Bruto (PIB) real da terceira maior economia do mundo avançou 0,6% entre o primeiro trimestre de 2013 e o segundo trimestre deste ano. Em comparação com o período o mesmo período, o PIB real do Japão cresceu 2,6%. Analistas aguardavam crescimento de 3,6%.

O resultado do primeiro trimestre sofreu revisão para baixo, passando de 4,1%, como divulgado anteriormente, para 3,8% em base anualizada. Os dados sugerem que as políticas de incentivo à economia promovidas pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ainda não estimularam uma recuperação tão forte como se esperava.

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Agora o mercado está atento aos próximos passos de Abe. Ele havia dito que o crescimento econômico japonês entre abril e junho influenciaria fortemente em sua decisão de elevar o imposto sobre as vendas. Esse movimento é visto como um teste de seu compromisso para frear a crescente dívida pública do país.

Apesar do resultado menor do que o esperado, o ministro da Economia do Japão, Akira Amari, disse nesta segunda-feira que a economia do país continua a mostrar sinais positivos que sustentam o plano do governo de aumentar impostos. Contudo, ele admitiu que o nível de investimento empresarial ainda está aquém do esperado e disse que medidas serão tomadas para reverter a situação ainda este ano.

“Eu espero que nós façamos o que for preciso – incluindo as políticas fiscais, orçamentais e monetárias – para assegurar um desenvolvimento sólido dos investimentos de capital”, explicou Amari. “Vai ser uma tarefa fundamental para que possamos trabalhar em medidas para reforçar fortemente as despesas de capital”, concluiu.

(com Estadão Conteúdo)

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