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PIB desacelera e cresce 2,3% em 2025 sob impacto dos juros altos

No quarto trimestre de 2025, o PIB ficou dentro do esperado pelo mercado com alta de 0,1%

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 09h01 • Atualizado em 3 mar 2026, 09h31
  • O Produto Interno Bruto (PIB) variou 2,3% em 2025, mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados nesta terça-feira, 3.  Apesar do crescimento, o número apresenta uma desaceleração em relação ao avanço de 3,4% do PIB de 2024. O desempenho menor acontece em um cenário de Selic elevada, com a taxa básica de juros da economia em 15% ao ano, pressionado o avanço econômico.

    Em valores correntes, o PIB totalizou 12,7 trilhões de reais em 2025. Já o PIB per capita chegou a 59,6 mil reais, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior. O principal motor da economia no ano foi o agronegócio, que cresceu 11,7%. No segmento, o milho (23,6%) e a soja (14,6%) alcançaram produções recordes na série histórica e foram as principais alavancas do segmento.

    Nos serviços, houve alta de 1,8%. No setor, os destaques ficam com a informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%).

    A indústria avançou 1,4%, o destaque positivo foi a indústria extrativa (8,6%) devido ao crescimento da extração de petróleo e gás. A construção cresceu 0,5%, justificada pela alta da massa salarial real na atividade. Por outro lado, a eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos apresentou variação negativa (-0,4%), influenciada pela piora relativa das bandeiras tarifárias em relação a 2024.

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    O consumo das famílias cresceu 1,3% em relação ao ano anterior puxada pela melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda. Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%.

    No setor externo, houve altas tanto nas exportações de bens e serviços (6,2%) quanto nas Importações de bens e serviços (4,5%). Na pauta de exportações, os destaques foram: extração de petróleo; veículos automotores; agropecuária. Nas importações, destacam-se: outros equipamentos de transportes; máquinas e equipamentos; produtos químicos.

    A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024. Pela ótica da despesa, houve crescimento de 2,9% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado pelo acréscimo da importação de bens de capital, desenvolvimento de software, além da alta na Construção, que compensaram a queda na produção interna de bens de capital.

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