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PIB de 2024 mostra salto de 7,3% em investimentos e pior resultado do agro desde 2016

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 4,8%, no melhor resultado desde 2011

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 7 mar 2025, 15h10 - Publicado em 7 mar 2025, 09h33

O crescimento de 3,4% do produto interno bruto (PIB) em 2024 foi puxado pelo bom desempenho tanto de componentes do lado da oferta quanto do lado da demanda. No primeiro caso, o destaque foi a aceleração da indústria, que fechou o ano passado com expansão de 3,3%, praticamente o dobro do 1,7% registrado em 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É, também, o melhor desempenho do setor desde 2021, quando cresceu 5%.

O IBGE destacou a contribuição da construção civil, cujo crescimento foi de 4,3%, para o bom desempenho da indústria no ano passado. Já a indústria de transformação avançou 3,8%, puxada pela indústria automotiva, máquinas e equipamentos, alimentos, móveis e motores elétricos.

Já pelo lado da demanda, o destaque do PIB foi o salto de 7,3% da formação bruta de capital fixo (FBCF), que representa os investimentos produtivos, como a aquisição de máquinas e equipamentos e outros itens que sustentam as atividades econômicas. Assim como a indústria, esse foi o melhor resultado desde 2021, quando os investimentos dispararam 12,9%.

De acordo com o IBGE, o salto da FBCF foi sustentado pelo aumento da produção interna e da importação de bens de capital, como máquinas e equipamentos, e da expansão da construção civil e do setor de desenvolvimento de softwares.

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Pelo lado da oferta, o PIB da agropecuária foi o único a encolher, com queda de 3,2%. O desempenho contrasta com o crescimento de 16,3% obtido em 2023. Além disso, é o pior desempenho do setor desde 2016, quando recuou 5,2%. O IBGE atribui a queda ao “fraco desempenho da agricultura, que suplantou a contribuição positiva da pecuária, produção florestal e pesca.” O instituto observa que a agricultura foi prejudicada, sobretudo, pelos “efeitos climáticos adversos” que impactaram “várias culturas importantes, ocasionando quedas em suas estimativas anuais de produção, com destaque para a soja (-4,6%) e o milho (-12,5%).”

Ainda pelo lado da oferta, o setor de serviços fechou 2024 com alta de 3,7%, também acelerando em relação ao ano retrasado, quando seu PIB subiu 2,8%, um resultado menor que o de 2022, quando cresceu 4,3%. Nesse caso, os destaques foram os segmentos de informação e comunicação (6,2%), outras atividades de serviços (5,3%) e comércio (3,8%), que registraram desempenho acima do setor como um todo.

Outro componente da demanda é o consumo das famílias, que avançou 4,8% em 2024, acentuando o ritmo sobre o ano anterior, quando a expansão foi de 3,2%. Além disso, o resultado é o maior desde 2011, quando também bateu em 4,8%. Segundo o IBGE, o bom desempenho foi puxado pela melhora do mercado de trabalho e pelo aumento do crédito. Um ponto que pode levantar ressalvas dos economistas preocupados com a situação fiscal é que parte desse aumento se deve aos “programas governamentais de transferência de renda”, de acordo com o instituto.

O consumo do governo, acompanhado com lupa pelos economistas preocupados com o déficit fiscal e o aumento da dívida pública, cresceu 1,9%. Trata-se de metade dos 3,8% reportados em 2023. É, também, o menor resultado desde 2020, quando a pandemia de covid-19 gerou uma retração de 3,7% nessa linha.

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