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Petros busca opções de compra no setor de consumo

Por Da Redação 21 set 2011, 14h28

Por Altamiro Silva Júnior, enviado especial

Florianópolis – A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, busca oportunidades no setor de consumo. O objetivo é aproveitar a queda da bolsa e a baixa de alguns papéis para comprar ações de empresas ligadas ao mercado interno de consumo, disse hoje o diretor financeiro e de investimentos do fundo, Carlos Costa.

O mercado interno é um dos que oferece melhor oportunidade de retorno, avalia o executivo. A Petros tem patrimônio de R$ 53 bilhões e é o segundo maior fundo de pensão do Brasil, atrás somente da Previ (dos funcionários do Banco do Brasil). Do patrimônio do fundo, cerca de 35% estão investidos na bolsa.

Segundo Costa, a fundação tem estratégias diferentes para aplicar na bolsa. Uma delas é comprar papéis de empresas como investimento de longo prazo, com participação maior e até assento no conselho de administração. A outra é buscar oportunidades de ganho no dia a dia do pregão, buscando pechinchas.

No primeiro caso, investe em companhias como BRF, Petrobras e Ultrapar. No segundo, há principalmente papéis de empresas de menor porte (“small caps”), mas também há os papéis mais líquidos. O executivo da Petros diz que 2011 está um ano complicado para os fundos, mas que a fundação vai trabalhar para bater a meta atuarial.

Private equity

A Petros também investe em alguns setores por meio de aportes em fundos de participação (private equity). A fundação tem R$ 3 bilhões em capital comprometido para estas carteiras, o equivalente a cerca de 6% de seu patrimônio. Ao todo, aplica em 25 fundos e avalia entrar em mais alguns, disse o executivo, sem citar números. Pela política interna de investimentos, pode ter até 15% de seu capital alocado em fundos de private equity.

Costa disse que esses aportes fazem sentido para a Petros se forem em fundos que buscam oportunidades de investimento em setores com sinergias entre si ou em seguimentos diferentes. “Não faz sentido colocar dinheiro em dois fundos que vão disputar os mesmos projetos”, disse ele. A fundação já investiu em 120 empresas por meio de private equity.

Costa participou do 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, promovido pela Associação Brasileiras das Entidades Fechados de Previdência Complementar (Abrapp). O evento termina hoje.

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