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Petróleo tem forte queda com alívio em relação ao Irã

Por Renato Martins

Nova York – Os preços do petróleo tiveram uma queda forte, refletindo preocupações de uma desaceleração na demanda global pelo produto. Um dia depois de o governo da China rebaixar sua meta de crescimento econômico para o ano, as preocupações quanto à economia ganharam novo fôlego com o informe de que o PIB da zona do euro sofreu uma contração de 0,3% no quarto trimestre de 2011.

Ao mesmo tempo, o Irã anunciou que vai permitir que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) visitem a base militar de Parchin, onde a entidade (que já inspecionou o local em 2005) diz que os militares iranianos teriam conduzido explosões que poderiam ser testes de material para detonadores de armas nucleares. Além disso, EUA, Alemanha, França, Rússia, China e Reino Unido disseram-se prontos a retomar conversações com o Irã.

Nos EUA, o relatório mensal do Departamento de Energia (DoE) sobre as perspectivas de curto prazo para o mercado rebaixou suas projeções de demanda de petróleo em 2012 e 2013. Segundo o DoE, a demanda norte-americana deverá cair neste ano para 18,77 milhões de barris por dia, nível mais baixo em 15 anos. As projeções para o crescimento da demanda da China, segundo maior consumidor mundial, foram rebaixadas para 4,5% neste ano e 4,6% em 2013; as previsões anteriores eram de 5,4% e 6,3%, respectivamente.

Segundo o analista Gene McGillian, da Tradition Energy, “com a incerteza econômica, os mercados recuaram das máximas dos últimos nove meses, que vimos recentemente”.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para abril fecharam a US$ 104,70 por barril, em queda de US$ 2,02 (1,89%); na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para abril fecharam a US$ 121,98 por barril, em queda de US$ 1,82 (1,47%). As informações são da Dow Jones.