Petrobras quer 6% de reajuste nos preços dos combustíveis, diz Lobão

Segundo o ministro, o número corresponde à diferença entre a defasagem da estatal e o aumento que havia sido concedido em janeiro

Por Da Redação - 10 out 2013, 17h29

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira que o reajuste dos preços dos combustíveis reivindicado pela companhia é de 6%. Essa é a diferença entre a defasagem de 13% alegada pela Petrobras e o aumento de 7% concedido em janeiro, segundo o ministro. “O porcentual é justo, mas não sabemos se será feito agora.”

Mais cedo, ele havia negado que um eventual aumento do preço da gasolina ocorreria ainda em 2013. “Não sei se tem, nem se terá aumento dos combustíveis. Não sei de índice de reajuste nenhum”, havia afirmado, ao ser questionado.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse no começo desta semana que a companhia não tem previsão para reajustar os preços dos combustíveis, e que a estatal está concentrada nos trâmites do leilão de Libra no momento, que deve ofertar a primeira área do pré-sal à iniciativa privada. Na última terça, nove empresas interessadas no leilão apresentaram garantias financeiras. A Petrobras deverá participar com 30% de todos os consórcios qualificados para operar em Libra.

Preços congelados – A defasagem tem sido um dos maiores entraves que a empresa enfrenta. Para conseguir cumprir as metas de investimento e bancar a diferença entre o preço que paga pelo combustível e o praticado pelo mercado doméstico, a Petrobras se endivida cada vez mais. Quando a defasagem aumenta, significa que a petrolífera está pagando mais pelo petróleo e não está repassando essa alta dos custos ao consumidor.

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Basear-se nessa dinâmica, apoiada em um mercado em que o preço do barril de petróleo flutua, resulta em um aumento ainda maior do endividamento da estatal, que acaba financiando os desequilíbrios entre a oferta e a procura.

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(com Estadão Conteúdo)

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