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Petrobras e Vale ganham fôlego e Ibovespa sobe mais de 2%

As altas nos preços do petróleo e do minério de ferro, causadas pelas atuações de bancos centrais mundo afora, suportaram o avanço do índice

Por Victor Irajá - Atualizado em 2 mar 2020, 18h56 - Publicado em 2 mar 2020, 18h48

Num dia de alívio, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, voltou a registrar alta no pregão desta segunda-feira, 2. O pregão encerrou com o Ibovespa, índice que engloba as principais empresas listadas, em alta de 2,36%, aos 106.625 pontos. O resultado positivo aparece depois do susto da semana pós-Carnaval, quando o mercado brasileiro reabriu para os investidores depois de as bolsas globais derreterem com a disseminação do coronavírus na Europa, principalmente na Itália. Em dois dias, o Ibovespa acumulou queda de 10%. Uma reviravolta, contudo, aconteceu nesta segunda. Apesar de dados absolutamente desalentadores em relação à indústria chinesa, os anúncios de que os bancos centrais de países asiáticos e europeus vão injetar capital massivamente nessas economias animou os investidores. Os preços de commodities dispararam, assim como os papeis das maiores empresas brasileiras.

No caso da Petrobras, a alta de 4,7% foi impulsionada pelo preço do petróleo, que disparou 5% no pregão desta segunda. A Vale, cujo ganha-pão envolve a extração de minério de ferro, viu subir em 6% o preço da commodity na China. Seus papeis registraram avanço de 4,6%. Além disso, os resultados da indústria brasileira foram animadores para os investidores. CSN (10,5%), Weg (8,9%) e Suzano (4%) fecharam com fortes altas.

Aliado ao resultado das indústrias, a política dos bancos centrais ao redor do mundo de injetar recursos na economia motivou a alta não só do Ibovespa, mas das principais bolsas ao redor do mundo. O Banco Central do Japão prometeu injetar quase 5 bilhões de dólares no mercado, enquanto que o da Itália prometeu impulsionar o mercado com 3,5 bilhões de dólares. Os presidentes dos bancos centrais do G7 também se reuniram nesta segunda para coordenar as políticas em relação ao câmbio. “O mercado se animou com a reunião para que as instituições definam como vão ajudar o mercado com políticas expansionistas, orquestrando uma ação coordenada”, explica Glauco Legat, analista-chefe da corretora Necton.

Em queda expressiva desde a semana passada, as principais bolsas da Europa fecharam em leve alta — as bolsas de valores de Milão e de Frankfurt, por sua vez, voltaram a recuar, mas de forma mais tímida. Os mercados de Espanha e França fecharam, respectivamente, em alta de 0,21% e 0,45%. “As bolsas subiram porque há a expectativa de que os principais bancos centrais vão dar suporte para reduzir os impactos econômicos. Afinal, a desaceleração da economia acontece devido às decisões dos governos para evitar a propagação do coronavírus, como manter as pessoas em casa e proibir grandes eventos”, avalia Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset.

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(Com Reuters)

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