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Pernambuco lidera avanço da indústria em abril com alta recorde, mostra IBGE

Enquanto isso, São Paulo, principal parque industrial do país, puxou o desempenho negativo com queda de 1,7%

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jun 2025, 11h32 •
  • Seis dos 15 locais pesquisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada nesta terça-feira, 11, pelo IBGE, registraram crescimento da produção na passagem de março para abril. O destaque foi Pernambuco, com alta de 31,3%, o maior avanço da série histórica da pesquisa. A média nacional teve leve variação positiva de 0,1% no período.

    Outras unidades da federação que registraram expansão acima da média foram a Região Nordeste, 7,2%,  Goiás, 4,6%, e Bahia, 0,5%. São Paulo, principal parque industrial do país, puxou o desempenho negativo com queda de 1,7%.

    O acumulado em 12 meses, o avanço de 2,4% do setor industrial foi acompanhado por 12 das 18 localidades, mas, 16 apresentaram menor dinamismo. Na comparação com abril do ano passado, a produção industrial nacional caiu 0,3%, com retrações em 11 dos 18 locais pesquisados.

    “Observa-se que a produção permanece no campo positivo, embora haja um ritmo de desaceleração em relação ao mês anterior. É o quarto mês consecutivo de crescimento, acumulando ganho de 1,5% no período, eliminando a perda dos três últimos meses de 2024”, disse o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

    Segundo ele, fatores como juros elevados, inflação pressionando a cesta básica e renda das famílias, além da menor disposição para investimentos e incertezas econômicas, têm limitado o ritmo de recuperação.

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    O resultado expressivo de Pernambuco veio após um recuo de 10,1% em março e foi impulsionado pela retomada de unidades produtivas antes paralisadas. “Setores de derivados de petróleo, de veículos automotores e de produtos químicos foram os mais influentes neste resultado”, afirmou Almeida.

    Em São Paulo, que havia crescido 2% em março, o resultado de abril foi afetado negativamente pelos setores extrativo, químico e farmacêutico. Segundo o IBGE, a indústria paulista está hoje 0,2% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 21,5% abaixo do pico histórico registrado em março de 2011.

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