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Pedidos de auxílio desemprego sobem nos EUA e mostram desafio da retomada

A alta pela segunda semana consecutiva aponta longo caminho na recuperação do mercado de trabalho no país; número é três vezes superior ao pré-pandemia

Por Luisa Purchio Atualizado em 8 abr 2021, 10h55 - Publicado em 8 abr 2021, 10h39

Pela segunda semana consecutiva, os pedidos de auxílio desemprego nos Estados Unidos vieram acima da expectativa do mercado, apontando a lenta recuperação dos postos de trabalho no país durante a pandemia da Covid-19. Dados divulgados nesta quinta-feira, 8, pelo Departamento de Trabalho dos EUA, apontam que 744 mil pessoas solicitaram o benefício na última semana, 16 mil a mais que o dado revisado do período anterior – este, por sua vez, foi revisto em alta de 9 mil pedidos.

O número é 9,4% superior à expectativa dos economistas, que esperavam 680 mil novos pedidos na semana, e reforçam que a empregabilidade continuará sendo por um bom tempo o maior desafio para a recuperação econômica do país. Antes da pandemia, os pedidos de auxílio desemprego semanais giravam em torno de 210 mil, um terço das solicitações atuais.

  • Apesar das oscilações, em março o saldo de vagas criadas foi positivo, como apontou o Payroll divulgado na sexta-feira 2. No mês foram criadas 916 mil vagas de trabalho não sazonais, o que surpreendeu os economistas, que esperavam 647 mil pedidos. A alta foi quase o dobro do mês anterior, quando foram criadas 468 mil vagas.

    A despeito da volatilidade no curto prazo, o avanço da imunização da população americana ao novo coronavírus e a reabertura da economia se somam ao novo pacote de estímulos em infraestrutura proposto pelo presidente dos EUA, Joe Biden, e trazem uma boa perspectiva de recuperação da economia para o ano.

    Um outro problema a ser solucionado pelo governo, no entanto, é o financiamento do aumento das despesas públicas no país. Nesta semana, a secretária do Tesouro Americano, Janet Yellen, propôs a criação de um imposto global às multinacionais. A proposta dificilmente sairá do papel, mas é um bom indicativo das dificuldades que o país enfrenta para engrenar com força os motores da economia.

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