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Para Casa Branca rivais devem se unir para melhorar a economia

Por Jim Watson 6 ago 2011, 20h26

A Casa Branca reagiu neste sábado à histórica redução da nota da dívida dos Estados Unidos e pediu aos rivais políticos no Congresso que se unam para melhorar a economia americana e assegurar o futuro fiscal do país.

“Devemos melhorar, para deixar clara a vontade de nossa nação, a capacidade e o compromisso para trabalhar juntos e enfrentar os grandes desafios fiscais e econômicos”, disse o porta-voz presidencial Jay Carney.

A agência Standard & Poor’s rebaixou de “AAA” para “AA+” a nota americana, usando como argumentos a crescente dívida, o pesado déficit orçamentário e carências no planejamento de políticas.

A S&P acrescentou uma “perspectiva negativa” à nota classificação e advertiu que estuda a possibilidade de baixar a qualificação para “AA” em dois anos, caso o governo não reduza os gastos como prometeu, ou se elevar as taxas de juros e até no caso de novas pressões fiscais que agravariam o panorama financeiro do país.

“O presidente acredita que é importante que nossos líderes eleitos se coordenem para fortalecer nossa economia e colocar nossa nação sobre bases fiscais mais sólidas”, declarou Carney.

“O compromisso bipartidário para a redução do déficit foi um importante passo na direção correta, mas o caminho para chegar a ele demorou muito tempo e em alguns momentos foi muito conflituoso”, acrescentou.

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Já o guru dos investimentos Warren Buffett criticou o rebaixamento da nota de crédito americana, alegando que o mesmo “não faz sentido” e terá um impacto limitado nos mercados.

“Não entendo”, disse o respeitado fundador e presidente da Berkshire Hathaway ao canal Fox nesta sexta-feira, afirmando que sua empresa, com sede em Omaha, Nebraska, continuará apostando nos títulos do Tesouro americano. “Em Omaha, os Estados Unidos ainda têm o triplo A. E se houvesse um quádruplo A, eu o daria ao país”, comentou, horas depois de a S&P ter rebaixado a nota americana de AAA para AA+.

Buffett disse que sua empresa possui 40 bilhões de dólares em títulos do Tesouro, e que o rebaixamento não o levará a vendê-los. O multimilionário não acredita que a decisão da S&P irá perturbar os mercados mundiais. “Se nada mais acontecer, ou seja, se as variáveis se mantiverem e não houver um novo problema na Europa, isso não fará diferença”, afirmou, referindo-se à crise na Zona do Euro.

“Que eu saiba, os Estados Unidos não devem dinheiro em outra moeda que não o dólar, que o país pode imprimir. Agora, se você falar em inflação, é outra história”, observou.

O presidente Barack Obama e os republicanos chegaram a um acordo para aumentar o teto da dívida em troca de cortes orçamentários de 2,1 trilhões de dólares, mas os críticos argumentam que a medida é insuficiente para enfrentar o enorme déficit fiscal que condiciona a recuperação econômica do país.

“Nas próximas semanas, o presidente pedirá firmemente ao comitê fiscal bipartidário, assim como a todos os membros do Congresso, que coloquem o compromisso comum para obter uma forte recuperação e uma correta estratégia fiscal a longo prazo acima das diferenças políticas e ideológicas”, concluiu Carney.

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