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Pão de Açúcar quer lançar 25 prédios com construtoras

Por Da Redação - 6 out 2011, 18h33

Por Rodrigo Petry

São Paulo – Está em estudo dentro do Grupo Pão de Açúcar o lançamento, nos próximos dois anos, de 25 empreendimentos imobiliários em parceria com construtoras, nos Estados de Goiás, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Mato Grosso, Pernambuco e do Ceará, informou o CEO da GPA Malls & Properties, braço imobiliário da varejista, Caio Mattar. “Nossa ideia é comprar grandes terrenos, fazer as lojas e lançar os prédios. Em sete, oito ou dez anos, teremos vários projetos em construção”, disse Mattar, em entrevista à Agência Estado.

Dos 25 empreendimentos, nove estão em fase final para lançamento. Além do Thera Faria Lima Pinheiros, em parceria com a Cyrela, mais dois podem sair ainda em 2011. O executivo destacou que a intenção da varejista, com a criação do GPA Malls & Properties, é ampliar a rentabilidade dos terrenos do grupo, que soma atualmente algo em torno de 1,5 milhão de metros quadrados.

O executivo acrescentou que a empresa busca parcerias, principalmente, com construtoras listadas em bolsa e “com forte estrutura de capital”. Sobre a expansão regional, ele afirmou que a empresa sempre analisa ao menos três propostas de projeto. Ele evitou comentar as empresas com as quais estuda parceria.

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Mattar destacou que, para dar maior transparência aos investidores sobre os negócios imobiliários do grupo, a GPA Malls & Properties se transformará em 2012 em uma subsidiária integral da companhia. “No início de 2012, começa a operar como empresa. Hoje, ela é um centro de custos, mas estamos caminhando, até o final de 2012, para a criação da subsidiária”, disse Mattar, ressaltando que a criação do braço imobiliário é para dar um foco maior à área. “Mas nossa prioridade continua sendo o varejo”.

O Grupo Pão de Açúcar também a abertura de 80 lojas em 2012, segundo Mattar. O plano orgânico da empresa é abrir 120 lojas anualmente, a partir de 2013. “Nessas 120 lojas, calculamos que entre 20% e 30% dos empreendimentos caibam parcerias com construtoras, para levantar nos nossos terrenos prédios comerciais, residenciais e hotéis”, afirmou.

Outro filão a ser explorado nas áreas dos hipermercados e supermercados são as galerias comerciais, que atualmente geram uma receita com locação de R$ 100 milhões anualmente. A varejista conta hoje com 180 mil metros quadrados de área bruta local nas suas lojas e um total de quatro mil lojas de prestadores de serviços, como alimentação, banco, drogaria ou lotérica. “Começamos a desenvolver as galerias para potencializar a expansão do varejo, agregando soluções imobiliárias e, assim, elevando o giro dos ativos”, afirmou.

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