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Os motivos que fizeram a China entrar na mira da agência S&P

Mesmo com o fim da política de 'Covid zero', a recuperação econômica do gigante asiático tropeça, levando a S&P a rebaixar a previsão de crescimento do PIB

Por Luana Zanobia
Atualizado em 26 jun 2023, 15h46 - Publicado em 26 jun 2023, 15h25

A S&P Global, agência de classificação de risco, revisou para baixo a sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China, em resposta a evidências recentes de uma recuperação econômica irregular em meio ao fim da política de “Covid zero”. O prognóstico anterior de 5,5% foi revisto para 5,2%.

A agência ressalta que a economia chinesa continua a se recuperar, embora a um ritmo inconsistente, com atrasos nos investimentos e na indústria. A S&P tornou-se a primeira grande agência internacional de crédito a rebaixar suas expectativas para a economia chinesa este ano, um movimento que segue os ajustes feitos por importantes instituições financeiras como o Goldman Sachs neste mês.

Citando a persistente falta de confiança e a incerteza no setor imobiliário como obstáculos mais significativos do que inicialmente esperado, o Goldman Sachs revisou sua previsão de 6% para 5,4%. Em maio, a economia chinesa tropeçou com o setor imobiliário sofrendo uma desaceleração adicional, e tanto a produção industrial quanto as vendas no varejo ficaram abaixo das previsões. Além disso, a taxa de desemprego atingiu um pico recorde de 20,8%. Esses indicadores sugerem a necessidade de mais intervenções governamentais para manter uma recuperação pós-pandêmica já instável.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, fontes familiarizadas com as decisões políticas indicam que a China introduzirá mais estímulos para apoiar a desaceleração econômica este ano. A S&P aponta que essas medidas podem incluir “a flexibilização das restrições à compra de imóveis e os requisitos de pagamento de hipotecas, a expansão do crédito e do financiamento de infraestrutura, e possivelmente o incentivo ao consumo através de políticas fiscais”.

Na semana passada, a China reduziu seus índices de referência para empréstimos, marcando a primeira queda em 10 meses. Duas semanas antes, o Banco Popular da China (PBOC) já havia cortado as taxas de juros de curto e médio prazo. Os mercados aguardam o anúncio de outras políticas de estímulo após a reunião regular do departamento político do Partido Comunista em julho.

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